<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953</id><updated>2012-01-29T15:07:31.709-08:00</updated><title type='text'>De ilusão em ilusão</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>76</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-1429197868176229114</id><published>2009-09-04T09:20:00.000-07:00</published><updated>2009-09-04T09:21:01.975-07:00</updated><title type='text'>Dicionário amoroso de Roland Barthes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tenho uma admiração eterna por um livro do Roland Barthes chamado &lt;em&gt;Fragmentos de um discurso amoroso&lt;/em&gt;. Acho que é o mais próximo que eu chego de um livro da auto-ajuda, já que ele me ajuda a entender e reconhecer melhor várias situações individuais. Enfim, mas acho que isso é função de toda boa teoria, ajudar a compreender melhor o mundo. Já postei algumas coisas dele aqui antes, acho que a parte sobre o ciúme em especial - é uma das minhas favoritas. Aqui vão alguns trechos de tópicos que tenho lido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;ERRÂNCIA. Apesar de todo amor ser vivido como único e de o sujeito repelir a idéia de repeti-lo mais tarde em outro lugar, ele surpreende por vezes em si uma espécie de difusão do desejo amoroso; entende então que está fadado a errar até a morte, de amor em amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;CARINHO. Não é apenas necessidade de carinho, mas também de ser carinhoso para com o outro; envolvemo-nos numa bondade mútua, maternalmente nos embalamos um ao outros; retornamos à raiz de toda relação, ali onde necessidade e desejo se encontram. O gesto carinhoso diz: peça-me tudo que possa adormecer seu corpo, mas não esqueça também que o desejo um pouco, levemente, sem nada querar agarrar &lt;em&gt;imediatamente&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;FAZER UMA CENA. Quando dois sujeitos discutem segundo uma troca regrada de réplicas e com vistas a ter "a última palavra", esses dois sujeitos &lt;em&gt;já&lt;/em&gt; estão casados: a cena é para eles o exercício de um direito, a prática de uma linguagem da qual são co-proprietários; &lt;em&gt;um de cada vez&lt;/em&gt;, diz a cena, o que quer dizer: &lt;em&gt;nunca você sem eu&lt;/em&gt;, e vice-versa. Tal é o sentido do que se chama eufemisticamente &lt;em&gt;diálogo&lt;/em&gt;: não escutar um ao outro, mas sujeitar-se em comum a um princípio igualitário de divisão dos bens de palavra. Os parceiros sabem que o enfretamento ao qual se entregam, e que não os separará, é tão inconsequente quanto um gozo perverso (a cena seria uma maneira de se proporcionar prazer sem o risco de engendrar filhos).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;EU TE AMO. &lt;em&gt;Eu-te-amo&lt;/em&gt; não tem empregos. Essa palavra, tanto quanto a de uma criança, não é entendida a partir de nenhuma coerção social; pode ser uma palavra sublime, solene, ligeira, pode ser uma palavra erótica, pornográfica. É uma palavra socialmente errante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Eu-te-amo&lt;/em&gt; não tem nuanças. Suprime as explicações, os preparativos, os graus, os escrúpulos. De certa maneira - paradoxo exorbitante da linguagem - dizer &lt;em&gt;eu-te-amo&lt;/em&gt; é fazer como se não houvesse nenhum teatro da fala, e essa palavra é sempre &lt;em&gt;verdadeira&lt;/em&gt; (tem como referente apenas sua proferição: é um performativo).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-1429197868176229114?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/1429197868176229114/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=1429197868176229114&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/1429197868176229114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/1429197868176229114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2009/09/dicionario-amoroso-de-roland-barthes.html' title='Dicionário amoroso de Roland Barthes'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-6541104476326843095</id><published>2009-08-29T23:18:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T23:18:31.825-07:00</updated><title type='text'>Em tom menor</title><content type='html'>Correr cansa. Sempre estar atrás, em busca de, a procura de, quase mendigando atenção. Cansa. Na verdade, retire-se o “quase”. Mendigo. Pedinte. Requerente nas filas intermináveis de uma burocracia amorosa. Devia haver leis contra isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, que ressonância se pode esperar na dispersão? Pode o assassino serial que metralha a multidão esperar que suas vítimas joguem-se em direção às balas que ele ainda não disparou? A metáfora é ruim, falha, pedestre e de mal gosto. Seria melhor criar uma imagem mais distante da realidade, talvez um náufrago cuja salvação dependa de quem ouça os seus gritos de socorro, mas tudo que fazem os marinheiros é admirá-lo de longe, indecisos sobre a quem se dirigem os gritos, e entretidos em resolver seus deveres individuais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, sei que há solidão maior do que aquela em que tudo que se exige é alguém que olhe com mais cuidado para si. Não há drama nisso, não há mundo que vá deixar de existir por conta disso, muito menos não há suicídio no horizonte por conta de um amor inexistente. Não, não há essa angústia que só as paixões avassaladoras, mal-resolvidas ou não, podem causar. Não, nem mesmo a dor atinge notas mais altas. Resta apenas uma tristeza sussurrada entre dentes, que insiste em aparecer nas madrugadas solitárias, na cama vazia na madrugada, no peito sem ninguém a recostar-se nele, na ausência de cheiro de uma outrem quando se dorme. Resta apenas uma sensação esquisita, a coceira em um membro amputado, uma intimidade genérica extirpada que insiste em se fazer desejada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-6541104476326843095?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/6541104476326843095/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=6541104476326843095&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/6541104476326843095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/6541104476326843095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2009/08/em-tom-menor.html' title='Em tom menor'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-7040920980507513944</id><published>2009-08-25T08:43:00.000-07:00</published><updated>2009-08-25T08:44:31.256-07:00</updated><title type='text'>Song for Ulrike Meinhoff</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ontem, após ver no cinema “O Grupo Baader-Meinhoff”, filminho político alemão sobre o grupo armado de extrema-esquerda de mesmo nome, saí inspirado o suficiente para compor uma canção em inglês. É dedicada a Ulrike Meinhoff, uma das líderes do grupo, interpretada por Martina Gedeck, já conhecida por suas atuações em “A vida dos outros” e “Partículas elementares”. Aqui vai a canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Song for Ulrike Meinhoff&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ulrike, please don’t call me a swine&lt;br /&gt;I read all of your texts&lt;br /&gt;And didn’t call the cops&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ulrike, I also cried with handcuffs&lt;br /&gt;But mine were only broken&lt;br /&gt;By love’s internal growth&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ulrike, I know I dance like a chicken&lt;br /&gt;And eat like a pig&lt;br /&gt;But love I’ve got plenty&lt;br /&gt;As money stolen in a bank robbery&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ulrike, please don’t forget my name&lt;br /&gt;I may have wife and kids&lt;br /&gt;If you shoot me, who they’ll blame?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ulrike, I’ve got a thing for you&lt;br /&gt;It may be a revolution&lt;br /&gt;Or my heart in a piece or two&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-7040920980507513944?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/7040920980507513944/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=7040920980507513944&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/7040920980507513944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/7040920980507513944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2009/08/song-for-ulrike-meinhoff.html' title='Song for Ulrike Meinhoff'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-563390129982386261</id><published>2009-08-24T10:55:00.001-07:00</published><updated>2009-08-24T11:02:15.477-07:00</updated><title type='text'>Carinho</title><content type='html'>Quanto menos se recebe, mais se quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa falta faz dormir em camas estranhas,&lt;br /&gt;Faz procurar pessoas indesejadas,&lt;br /&gt;Ligar para quem não liga,&lt;br /&gt;Querer quem não se quer,&lt;br /&gt;Faz do desejo uma errância,&lt;br /&gt;Da errância um desespero,&lt;br /&gt;E, à procura do que não vem,&lt;br /&gt;Acaba-se num labirinto de espelhos,&lt;br /&gt;Narciso preso em seu brinquedo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-563390129982386261?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/563390129982386261/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=563390129982386261&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/563390129982386261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/563390129982386261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2009/08/carinho.html' title='Carinho'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-3776176498787592224</id><published>2009-08-14T09:55:00.001-07:00</published><updated>2009-08-14T09:59:48.126-07:00</updated><title type='text'>Tomar juízo</title><content type='html'>Um dia essa hiperatividade alcoolica de fim de noite ainda vai fazer mais mal do que apenas escrever um texto do qual eu não me recordo no outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Nem adianta procurar, óbvio que ele foi deletado. Era muito sujeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-3776176498787592224?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/3776176498787592224/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=3776176498787592224&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/3776176498787592224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/3776176498787592224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2009/08/tomar-juizo.html' title='Tomar juízo'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-3838055213532774428</id><published>2009-08-11T13:43:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T13:46:44.033-07:00</updated><title type='text'>Dá um emprego, moço?</title><content type='html'>Como forma de protesto contra meu súbito e inesperado desemprego, não posto nada até arranjar uma nova fonte de renda!*&lt;br /&gt;Amigos de todo o mundo, se souberem de uma vaga de revisor em qualquer parte do Brasil e imediações, podem me avisar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Blefe óbvio e ululante (ou seja, um blefe com colares havianos dançando o ula-ula).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-3838055213532774428?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/3838055213532774428/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=3838055213532774428&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/3838055213532774428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/3838055213532774428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2009/08/da-um-emprego-moco.html' title='Dá um emprego, moço?'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-8543539648585264578</id><published>2009-08-07T13:09:00.000-07:00</published><updated>2009-08-07T13:27:07.607-07:00</updated><title type='text'>Uma canção natimorta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu queria escrever uma canção sobre uma adolescência esquisita, com meu corpo isolado do mundo por um casaco de mangas muito longas, com meu rosto encoberto por uma cortina de cabelos, com minha voz encoberta pela timidez e pelo ressentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria que fosse uma canção boba como os tantos poemas de amor que já escrevi, como todas as paixões que já tive, bobo como o primeiro grande amor, bobo como o segundo grande amor, bobo como eu tantas vezes, bobo como todas as vezes em que relutei em amadurecer e continuei sendo um bobo, distraído e ingênuo, envolto na meia de lã das minhas bobagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria que fosse uma canção, porque na adolescência as únicas narrativas são de aventura, terror ou romance, e eu queria falar de angústia, do desespero de não se sentir pronto, de tardes e noites passadas no escuro de um quarto trancado, de conhecimentos obscuros da vida adulta que vão acontecendo sem que você peça, depois que você já os tinha esquecido, ou antes mesmo que você soubesse qualquer coisa a respeito deles, do primeiro contato com a vida e com a morte, com o sexo e com o amor, com a traição, a malícia, a maldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria escrever uma canção, mas eu não sei mais escrever versos, eles me parecem todos escritos por algum cadáver que sobrou da minha adolescência e continua impregnado nos meus ossos, dividindo meu corpo, incapaz de sair mim, de me deixar seguir minha vida, e que continua me julgando com toda sua ingenuidade, condenando meu cinismo, minhas traições, minha malícia, minha maldade. Ele me olha de dentro de mim e tentar murmurar com uma língua que não mais lhe pertence: eu não queria ser você.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-8543539648585264578?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/8543539648585264578/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=8543539648585264578&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/8543539648585264578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/8543539648585264578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2009/08/uma-cancao-natimorta.html' title='Uma canção natimorta'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-351973297602444702</id><published>2009-08-03T11:30:00.000-07:00</published><updated>2009-08-03T11:42:24.994-07:00</updated><title type='text'>Trilogia da Masmorra</title><content type='html'>Dando um furo de reportagem, postando meu texto que vai participar na exposição "Anistiados", na galeria Álvaro Campos de 06 a 29 de Agosto. Nem é furo mesmo, pq eu sou só um na galera que tá participando. E só vale mesmo vendo junto com as gravuras, já que os textos foram produzidos a partir delas.&lt;br /&gt;Bem, o meu se chama "Trilogia da Masmorra", um título bem grandiloquente, mas foi a forma que eu encontrei para dar minha versão de um conjunto de três gravuras. Taí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRILOGIA DA MASMORRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;Estamos juntos, mas não nos falamos. Aqui, parece nos faltar a voz. Às vezes, até me sinto como uma voz sem corpo, perdida na prisão da minha cabeça. Como se fosse um narrador de fora da minha vida, que agora é deles. Como se fosse escrito por outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começa e acaba pelo corpo. E o corpo começa e acaba pela pele. Nossa pele, curtida por eles. Como couro de lombo de burro. Couro queimado, esse em que trabalho, de onde sai minha voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo sofre, mas, entre um suplício e outro, permanece a modorra. O corpo quer descansar, quem sabe para sempre, mas um latejar de dor (de vida) nos mantém vivos, acordados, como uma escuridão que não apaga a luz, como um silêncio que não cala a voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. S.: Pra quem quer saber mais sobre a mostra, o blog é &lt;a href="http://www.anistiados.blogspot.com/"&gt;www.anistiados.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-351973297602444702?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/351973297602444702/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=351973297602444702&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/351973297602444702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/351973297602444702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2009/08/trilogia-da-masmorra.html' title='Trilogia da Masmorra'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-2334330190344284674</id><published>2009-07-31T11:20:00.000-07:00</published><updated>2009-07-31T11:43:07.140-07:00</updated><title type='text'>Ronda na madrugada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A madrugada tem um cheiro gostoso, um vento mais vivo, um indefinido desafiador a cada esquina. Não há como negar, é um território familiar e atrativo. Aqui é o meu terreno, onde me descolo ágil por ruas escuras, postes sustentados por sacos de lixo, grilos-vigilantes, mendigos invisíveis, porteiros sonolentos em suas guaritas, praças ainda molhadas de chuva, vacas desgarradas pastando em terrenos baldios, carros em alta velocidade, carros em baixa velocidade, suspeitos, espíritos de crianças que se perderam dos pais, bêbados que se perderam na própria vida, bares cheios, bares vazios, árvores fora de lugar, casais refugiados no aconchego secreto da noite, pedreiros cansados em obras fora de hora, lembranças de uma praia distante, um céu prenhe nuvens, prestes a parir uma tempestade que não pára meus passos, e eu continuo sem rumo, guiando um cabedal de alfabetos esquecidos por uma avenida de linguagens mortas, em que as folhas caídas de uma amendoeira vão cair sobre um feirante que dorme esperando os clientes mais madrugadores, velhinhos que por costume e pela insônia e inquietação da idade saem da cama antes mesmo que eu tenha ido dormir, que acorda, abre um pouco os olhos, retira a folha de cima de seu lençol, olha aquela comunidade num sono que mais parece vigília, e volta a dormir, se conjugam para criar um sentido que se completa no próprio ato, uma obviedade pura e gratuita, cristalina e escura, que diz sim e que diz não, um paroxismo saltitante de alegria, uma gloriosa madrugada sem fim que sempre se torna manhã.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-2334330190344284674?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/2334330190344284674/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=2334330190344284674&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/2334330190344284674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/2334330190344284674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2009/07/ronda-na-madrugada.html' title='Ronda na madrugada'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-8186818437980620448</id><published>2009-07-17T11:54:00.000-07:00</published><updated>2009-07-17T11:56:24.918-07:00</updated><title type='text'>Curuminha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sente, eu estava precisando conversar com você. Precisar talvez não seja a palavra certa, não sei dizer o que é isso, desejo ou necessidade, curiosidade ou vontade, mas você sabe como eu sou, curuminha, oscilante, vacilante, inseguro e impreciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sente, para conversarmos. É por isso que a chamei, curuminha. Mas, engraçado, não sei que lugar é esse, muito menos o que é que eu tanto tinha para falar. Na verdade, talvez eu não tenha nada a dizer, mas ao mesmo tempo tenho tanto para contar. Uma conversa sem palavras, mas não aquele tipo de diálogo silencioso em que as pessoas se entendem instintivamente, a mão imóvel falando carícias ao rosto angustiado. Não, não é esse sonho romântico a que me refiro, curuminha, mas a uma conversa vazia, sem fala, sem palavras, sem tema, sem o que dizer, uma comunicação falha, que acaba antes de começar, uma implosão de sentidos. O silêncio sussurrando, um lenço branco numa nevasca, branco sobre branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as coisas têm nome, curuminha. E se a chamo para nada dizer, para dar voltas incompletas e descentradas, se curvo o pensamento sem chegar a lugar algum, se espiralo em torno de você, bailarino na catástrofe, é porque assim faço o contorno da sua presença no ar, desenho um corpo para me fazer companhia e, pelo menos enquanto escrevo, aplaco a ausência e faço de conta que há solidão há muito já se foi. Só que a escrita termina, a tinta acaba, o dedo cansa, e eu tenho que voltar a dormir, dormir e sonhar com um texto infinito, em que eu esteja sempre recriando você, curuminha. Dormir para sonhar o impossível, e depois apagá-lo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-8186818437980620448?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/8186818437980620448/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=8186818437980620448&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/8186818437980620448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/8186818437980620448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2009/07/curuminha.html' title='Curuminha'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-3396810637394004646</id><published>2009-07-06T10:58:00.000-07:00</published><updated>2009-07-06T10:59:38.976-07:00</updated><title type='text'>Vítima do Pensamento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vasculhando a internet em busca de poemas do Paulo Leminski pro post passado, acabei me batendo com uma citação bem interesse do patrono desse blog. É a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A maldição de pensar fez suas vítimas: em minha geração, vi muitos poetas se transformarem em críticos, teóricos, professores de literatura"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não aconteceu na hora, mas foi o suficiente para ir fermentando na cabeça e, alguns dias depois, eu dizer para mi mesmo: tá aí, você é uma vitima do pensamento”. Claro que eu não quero dizer que o mundo deixou de ganhar um grande escritor para ficar com um reles revisor de textos, mas lembrei de outros anos, quando escrever era muito fácil, e a minha imaginação rolava solta. Quando ao invés de inventar um post a partir da minha lista de leitura (a próxima readlist comentada está chegando só falta terminar metade de Os detetives selvagens, assim, umas 300 páginas), eu conseguia criar alguma coisa interessante a partir de uma banalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero também dizer que os textos antigos daqui são todos ótimos. Sejamos honestos, tem merda pra caralho aqui. Mas também tem muita coisa que me dá orgulho, que eu consigo reler várias vezes e continuar achando legal. Por exemplo, o post “Eu nunca tive uma máquina de escrever”. Para mim, o melhor de todos. Bem humorado, pega um assunto banal, transforma num tópico relevante, usa boas imagens, enfim, virou modelo da minha boa escrita. Não vou apontar os que eu não gosto, porque aí já é expor a minha própria tortura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu me pego pensando, por que cargas d’água eu me deixei virar uma “vítima do pensamento”? Será que foi porque eu resolvi abandonar a criatividade e me dedicar aos estudos de vez, me transformando no clássico modelo de crítico literário, o escritor frustrado? Será que é simplesmente uma questão de hábito, e com o tempo talvez eu consiga reativar esse sótão imaginativo cheio de teias de aranha? Ou será ainda que simplesmente eu tinha uma vida mais cheia de aventuras e descobertas, menos cínica, cética e mal-humorada, mais deslumbrada, esperançosa e surpreendente? Essa hipótese até que casa, mas nesse caso não foi a vida que mudou, e sim eu. Talvez sejam todas as três. Enfim, sabe-se lá o que aconteceu, antes era mais fácil escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Esse post daqui tava pronto há um tempo, só esqueci de publicar. Sobre o acidente de carro desse fim de semana, esperem mais um pouco. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-3396810637394004646?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/3396810637394004646/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=3396810637394004646&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/3396810637394004646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/3396810637394004646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2009/07/vitima-do-pensamento.html' title='Vítima do Pensamento'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-954867883366258049</id><published>2009-06-29T13:30:00.000-07:00</published><updated>2009-06-29T13:42:31.568-07:00</updated><title type='text'>Vamos brincar de poesia?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/SkkkhwNh14I/AAAAAAAAAAw/qRQe5y7yIR8/s1600-h/poemas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352849794402473858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 252px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/SkkkhwNh14I/AAAAAAAAAAw/qRQe5y7yIR8/s320/poemas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Tô com saudade de poesia, depois de alguns anos de jejum talvez esteja na hora de voltar a ler um livro de poemas. Talvez o mais marcante, o mais bonito, o que ficou mais fundo em mim tenha sido "Poemas para brincar", do José Paulo Paes, lido primeiro na infância, depois novamente na adolescência (quando conheci a poesia "adulta" dele) e repetidamente sempre que encontro esse livro em casa. Luiz Maia ilustrou no tom certo esses poemas infantis que me divertem e me fazem feliz até hoje. O abecedário impossível ao final do livro é uma das minhas referências em termos de humor, entre tantos outros grandes poemas. Então, ficam aqui o "Convite" que abre o livro e, só pra arrematar, um do patrono desse site, Paulo Leminski, continuando com a vibe Desperado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Convite (José Paulo Paes)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Poesia&lt;/p&gt;&lt;p&gt;é brincar com palavras&lt;/p&gt;&lt;p&gt;como se brinca&lt;/p&gt;&lt;p&gt;com bola, papagaio, pião. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Só que&lt;/p&gt;&lt;p&gt;bola, papagaio, pião&lt;/p&gt;&lt;p&gt;de tanto brincar&lt;/p&gt;&lt;p&gt; se gastam. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;As palavras não: &lt;/p&gt;&lt;p&gt;quanto mais se brinca&lt;/p&gt;&lt;p&gt;com elas&lt;/p&gt;&lt;p&gt;mais novas ficam. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como a água do rio&lt;/p&gt;&lt;p&gt;que é água sempre nova. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como cada dia&lt;/p&gt;&lt;p&gt;que é sempre um novo dia. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vamos brincar de poesia?&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;[Transar bem todas as ondas] (Paulo Leminski)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;          &lt;br /&gt;         Transar bem todas as ondas&lt;br /&gt;a Papai do Céu pertence,&lt;br /&gt;         fazer as luas redondas&lt;br /&gt;ou me nascer paranaense.&lt;br /&gt;         A nós, gente, só foi dada&lt;br /&gt;essa maldita capacidade,&lt;br /&gt;         transformar amor em nada.&lt;br /&gt;         &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-954867883366258049?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/954867883366258049/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=954867883366258049&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/954867883366258049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/954867883366258049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2009/06/vamos-brincar-de-poesia.html' title='Vamos brincar de poesia?'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/SkkkhwNh14I/AAAAAAAAAAw/qRQe5y7yIR8/s72-c/poemas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-406068180791940810</id><published>2009-06-15T14:22:00.000-07:00</published><updated>2009-06-15T14:23:42.966-07:00</updated><title type='text'>Readlist Comentada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Últimos 5&lt;br /&gt;1 – Carta ao Pai (Franz Kafka): Muito bom, terminei de ler vendo o jogo do Brasil. O livro tava mais interessante. Carta de um filho muito puto com seu pai aos 36 anos. E ele acabou nunca enviando a carta. Seriously? Get a life. Ou melhor, no caso dele, get a wife. Enfim, é por dessa situação pessoal tosca que Franzinho consegue fazer um livro do caralho. Para relembrar todos os defeitos e esquisitices que você deve à fuleragem dos seus pais.&lt;br /&gt;2 – O tigre branco (Aravind Adiga): Ganhador do Prêmio Booker em 2008, tipo um Oscar inglês da literatura. Narrador pobre escroto que sobe na vida após matar e roubar o chefe. Narração interessante, mas, não sei, eu tenho alguns receios com literatura sujinha de denúncia política e social. Ainda assim, pelo humor e pela ironia do narrador, vale a pena.&lt;br /&gt;3 – Ciências Morais (Martín Kohan): Sexta-feira imprensada, liberado do trabalho, li nas paradas da minha caminhada pela 13 de Julho, Riomar, etc. Mais um exemplo de livros que usam a escola como metáfora para a nação. Narração focada numa inspetora do Colégio Nacional de Buenos Aires durante a Guerra das Malvinas. Tinha tudo pra ser um livrinho manjado, mas o cara conseguiu fazer uma coisa bem interessante. Joga muito bem com silêncios e consegue deixar o leitor interessado com o mínimo de ação.&lt;br /&gt;4 – O casamento (Nelson Rodrigues): Why, lord why? Okey, eu gosto de putaria e gosto de ler putaria. Mas, mesmo o livro sendo muito bom, será que esse cara não poderia ter sido um pouco menos doentio? Nem todo mundo precisa deflorar virgens na frente de outros pra ter prazer. Sem falar do enredo, dou logo a moral da história: todo mundo é escroto e todo mundo tem problemas sexuais. Ah, foi proibido pela ditadura e depois liberado. Só pra aumentar um pouco mais o fuzuê em torno dele.&lt;br /&gt;5 – Angústia (Graciliano Ramos): Tio Graci, te amo do fundo do meu cruel coração, mas concordo com o que você disse em outro livro seu: dava pra ter cortado pelo menos metade desse livro pra ele ficar melhor. Enfim, pra quem acha que o cara é só sertão, esse é um livro bem psicológico, com ótimos diálogos interiores. Sinceramente, um clássico brasileiro que devia ser mais lido. Mas um clássico que merecia ter tido um editor mais cruel (quer que eu edito?!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próximos 5&lt;br /&gt;1 – Invenção e memória (Lygia Fagundes Telles): Li muito tempo atrás o “Antes do Baile Verde” dela, achei esquisito, mas gostei. Tou precisando ler uma mulher esse ano pra preencher a cota, então vamos lá.&lt;br /&gt;2 – O filho da mãe (Bernardo Carvalho): Pode ser uma bichinha chata e metida, mas é um dos melhores brasileiros escrevendo atualmente. Esse é o novo dele.&lt;br /&gt;3 – Todos os fogos o fogo (Julio Cortázar): Não tenho a mínima idéia sobre o que é o livro, mas a curiosidade depois de ter lido “Bestiário” fala mais alto.&lt;br /&gt;4 – Os detetives selvagens (Roberto Bolaño): Adoro esse chileno. É um dos autores quentes do momento, mas o cadáver já frio tem alguns anos. Li algumas coisas muito boas dele (a mais recente, “Amuleto”, bem divertido e louquinho), e agora finalmente me decidi a encarar a chamada obra-prima do cara. Que sempre tem que ser um catatau da porra, quando se trata de escritores. Então, desejem-me sorte.&lt;br /&gt;5 – O quinto eu não sei ainda, então bota na conta do Roberto aí de cima e fica tudo certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte do dia:&lt;br /&gt;“A dúvida converte um homem bom em um paranóico delirante.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-406068180791940810?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/406068180791940810/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=406068180791940810&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/406068180791940810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/406068180791940810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2009/06/readlist-comentada.html' title='Readlist Comentada'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-996654823206469438</id><published>2009-06-09T12:30:00.003-07:00</published><updated>2009-06-09T12:30:55.342-07:00</updated><title type='text'>Passo a passo</title><content type='html'>Acordo com susto, sem dor, sem cansaço, sem sono, desperto subitamente sabe-se lá por quê. O relógio do corpo parou de funcionar. Antes, era simples. Dormir tarde, acordar tarde. Para ocupar o tempo vazio da noite, livros, filmes, amigos, cerveja, jogos de computador. Qualquer coisa para não dormir logo, para acordar já na hora do almoço, quando o dia me exige que eu seja útil. Para não ter que encarar o tempo vazio da manhã. Ando com medo de ficar às sós comigo, como espelhos estivessem ao meu redor, e cada um deles fosse de sangue e carne de juiz, júri, executor. Devo alguma coisa para mim mesmo, e não sei (não quero saber) o que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, os espelhos estão de verdade ao meu redor. Os quartos desse apartamento novo são cheios de espelhos de corpo inteiro. No meu quarto é pior, já que posso olhar meu rosto mesmo deitado. Aqui, neste quarto que não é meu, mas que ocupo há alguns meses, os espelhos me poupam e sobram-me os pés. Este quarto de minha irmã (ausente, morando em outra cidade, como eu o fiz antes dela), assim como o meu, foi projetado especialmente para este novo apartamento, em que meus pais moram há mais ou menos dois anos e meio. Mudaram-se na mesma época em que saí daqui. Este quarto não é meu, assim como o outro nunca o foi. Aquele que deveria ser meu parece-me projetado para um outro corpo, uma outra pessoa. Tem as paredes pintadas de um azul infantil, boboca, idiota, que parece uma tentativa forçada de me regredir para a pré-adolescência, época das mais macabras que já vivi. Este, da minha irmã, é um quarto rosa, também num tom boboca, infantilóide, estúpido. A ela, pelo menos, tiveram a consideração de dar uma cama de casal, enquanto eu me mantive na cama de solteiro dos filhos caçulas, abençoados e amaldiçoados por esse afeto diferente de que são vítimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me importo em viver em um quarto rosa, não me fere de modo algum a masculinidade. Já vivi em um quarto rosa antes, por um ano, numa pensão. Num quarto rosa-choque com cortinas verde-cana, talvez uma possível paródia das cores da Mangueira. Um quarto de pensão, em que se ouvia tudo dos outros quartos e dos apartamentos acima; em que se precisava afastar a cama da parede e retirar todos os objetos do chão caso se fosse sair em época de chuva; um quarto escuro, opressivo, frio. Mas que sentia como mais meu do que este em que acordo sem saber por que às 4 horas da manhã, sem sono, como se uma energia represada se manifestasse contra minha vontade, e completamente fora de hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relógio do corpo parou. Antes, era simples. Mas eu resolvi começar a acordar cedo, comprei um despertador, e agora meu corpo parece se revoltar contra qualquer tipo de disciplina que eu tente impor a ele e me diz que se acostumou com a vida boêmia, queira ou não. Vou ignorá-lo, e insistir. Pareço um bebê dando seus primeiros passos, ou melhor, um aleijado que está reaprendendo a andar, com pernas que não sabem mais como se sustentar. Vamos com os primeiros passos. Talvez um deles, este texto. E este blog, tão abandonado, coitado, está parecendo minha vida. Vivendo de começos, fins e recomeços.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-996654823206469438?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/996654823206469438/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=996654823206469438&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/996654823206469438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/996654823206469438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2009/06/passo-passo.html' title='Passo a passo'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-3993362200605811388</id><published>2007-09-16T14:16:00.000-07:00</published><updated>2007-09-16T14:20:30.556-07:00</updated><title type='text'>Readlist 1</title><content type='html'>Vou começar a postar com alguma regularidade uma readlist com os cinco próximos livros que pretendo ler. E aí vocês me ajudam acompanhar o que eu deixo de lado e o que eu cumpro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Espiral de Artilharia, do mexicano Ignacio Padilla. (Lendo)&lt;br /&gt;2 - Respiração Artificial, do argentino Ricardo Pigila. (Releitura)&lt;br /&gt;3 - Avalovara, do brasileiro Osman Lins. (Releitura parcial)&lt;br /&gt;4 - A escrita ou a a vida, do espanhol Jorge Semprun.&lt;br /&gt;5 - A festa, do brasileiro Ivan Ângelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, aceito sugestões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-3993362200605811388?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/3993362200605811388/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=3993362200605811388&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/3993362200605811388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/3993362200605811388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2007/09/readlist-1.html' title='Readlist 1'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-2435696406442661310</id><published>2007-09-16T14:14:00.000-07:00</published><updated>2007-09-16T14:15:26.061-07:00</updated><title type='text'>Qualquer coisa que me ajude a existir</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Há alguns anos atrás, comprei por curiosidade tipicamente geminiana um livro do António Lobo Antunes, romancista português que sempre colocam acima ou no mesmo nível do Saramago. Só que o livro encalhou por muito tempo na minha lista de leituras, sendo salvo do esquecimento somente no mês passado. Li Os cus de Judas e achei incrível. Um dos melhores livros que já li. Não consegui resistir e no começo desse mês comprei Memória de Elefante, primeiro romance dele, e que forma junto com os Os cus de Judas e Conhecimento do Inferno um tipo de trilogia inicial da obra dele. Terminei de ler hoje o Memória de Elefante e, mesmo achando  Os cus melhor (que frase complicada essa…), gostei muito do livro.&lt;br /&gt;Só pra ter uma idéia um pouco melhor, ambos os livros giram em torno de um psiquiatra atormentado pelo fim do seu casamento e pelas memórias da guerra de Angola. Isso tudo faz do cara um alter ego do próprio Lobo Antunes, que era psiquiatra (hoje se dedica exclusivamente à literatura) e serviu o exército português como médico em Angola.&lt;br /&gt;Aí vão alguns trechos que eu gostei. As imagens que ele constrói são bem inusitadas e fortes, as frases se alongam ritmadamente e o enredo praticamente não avança por conta da profusão das digressões que o narrador faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fracasso:&lt;br /&gt;“Seus projectos imaginários de Zorro dissolviam-se sempre, antes de começarem, no Pinóquio melancólico que o habitava, a exibir a hesitação do sorriso pintado sob a linha resignada da sua boca autêntica.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solidão:&lt;br /&gt;“Uma garrafa de aguardente iluminava a cozinha vazia da lâmpada votiva de uma felicidade de cirrose. De roupa espalhada no soalho o médico aprendia que a solidão possui o gosto azedo do álcool sem amigos, bebido pelo gargalo, encostado ao zinco do lava-loiças. E acabava por concluir, ao repor a rolha com uma palmada, assemelhar-se ao camelo recheando a sua bossa antes da travessia de uma longa paisagem de dunas, que teria preferido nunca conhecer.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fundo do poço:&lt;br /&gt;“- Você encontra-se (observe-me bem) por felicidade sua e infelicidade minha defronte do maior espeleólogo da depressão: oito mil metros de profundidade oceânica da tristeza, negrume de águas gelatinosas sem vida salvo um ou outro repugnante monstro sublunar de antes, e tudo isto sem batiscafo, sem escafandro, sem oxigênio, o que significa, obviamente, que agonizo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amadurecimento:&lt;br /&gt;“Será que cresci, que cheguei realmente a crescer, interrogou-se o psiquiatra correspondendo com o joelho à pressão de anca da mulher do leopardo de plástico, de avaliá-lo de viés com lenta pálpebra sabida, crescer de facto ou permaneci um puto assustado de cócoras na sala entre gigantescas pessoas crescidas que me acusam, fitando-me em silêncio numa hostilidade horrível, ou tossindo de leve, a coberto de dois dedos, a sua desaprovação resignada? Dêem-me tempo, pediu ele a essa roda de ídolos da Ilha de Páscoa que o perseguia de um amor ferozmente desiludido, dêem-me tempo e serei exactamente o que vocês desejam como vocês desejam, sério, composto, conseqüente, adulto, prestável, simpático, empalhado, miudamente ambicioso, sinistramente alegre, tenebrosamente desingénuo e definitivamente moro, dêem-me tempo, give me time”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, além disso, algumas frases de efeito tiradas ao léu do livro:&lt;br /&gt;“- Quanto mais se conhecem os homens mais se apreciam os eletrodomésticos, responde ela. Eu vivo maritalmente com um fogão de dois bicos e somos felizes. Só é pena o pulmão de aço da botija de gazcilda.”&lt;br /&gt;“Digo-te adeus e como um adolescente tropeço de ternura por ti” (do narrador despedindo-se de um ficha de cassino perdida).&lt;br /&gt;“O que eu faria se estivesse no meu lugar?”&lt;br /&gt;E a frase final do livro e que dá título a esse post:&lt;br /&gt;“Talvez mesmo, meu amor, que compre uma tapeçaria de tigres como a do Senhor Ferreira: podes achar idiota mas preciso de qualquer coisa que me ajude a existir.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-2435696406442661310?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/2435696406442661310/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=2435696406442661310&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/2435696406442661310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/2435696406442661310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2007/09/qualquer-coisa-que-me-ajude-existir.html' title='Qualquer coisa que me ajude a existir'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-6971894643434533147</id><published>2007-09-12T18:43:00.000-07:00</published><updated>2007-09-12T19:13:30.218-07:00</updated><title type='text'>O silencioso desafio do outro</title><content type='html'>Ahan, ahan. Deixe eu limpar a garganta para as palavras saírem melhor, limpar as teias de aranha que já tomavam conta do espaço em negro, da caixa de comentários, do próprio link desse blog. E vamos começar de outro jeito. Sem pretensões, sem novos contos, sem tentar escrever. Vamos só deixar pedaços de coisas legais que tenho lido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, um poema que está no romance O leitor, do alemão Bernard Schlink. Um livro sensível, com uma discussão sobre amor, responsabilidade, culpa e perdão. Um jovem de 15 anos inicia uma relação amorosa com uma mulher mais velha e anos depois descobre que ela tinha sido uma guarda feminina em um campo de concentração. Muito bom o livro, um dos prediletos da temporada. O poema é esse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quando nos abrimos&lt;br /&gt;você a mim e eu a você,&lt;br /&gt;quando afundamos&lt;br /&gt;em mim, você, e eu em você,&lt;br /&gt;quando percebemos&lt;br /&gt;você dentro de mim e eu dentro de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então&lt;br /&gt;Eu sou eu&lt;br /&gt;E você é você.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Tem cara de poema de amor, aparece no livro como um poema de amor, mas eu gosto mais dele por outros motivos. Pra mim é um poema sobre a relação com o outro, de uma forma bem mais ampla. Mas, enfim, o que é o amor senão uma das mais altas formas de se relacionar com o outro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra continuar nesse ritmo, uma citação de um capítulo do livro O mal-estar da pós-modernidade, do sociólogo polonês radicado na Inglaterra Zygmunt Baumam. Esse é um dos meus livros prediletos de sociologia contemporânea, e o Bauman tem diagnósticos bem interessantes sobre a pós-modernidade nesse e em outros livros (aqueles da série “líquida”). O capítulo é sobre ética, baseando-se na obra de Emmaneul Levinas, um francês fodão. Eu acho o começo lindo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O mundo moral de Levinas estende-se entre eu e o Outro. É esse espaço que Levinas repetidamente visita por intermédio de suas obras éticas, explorando-o com excepcional determinação e paciência. É no interior desse espaço que ele encontra o berço da ética e todo o alimento que o eu ético necessita para manter-se vivo: o silencio desafio do Outro e a minha dedicada mas desprendida responsabilidade.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pra terminar, juro que estou acabando, um pedacinho do romance Bolor, do português (abração, Rute!) Augusto Abelaira. O livro foi publicado em 1968, ainda durante o salazarismo. É o(s) diário íntimo (ou político?) de um cara em crise no casamento, só que o livro vai ficando muito louco e você termina o livro sem saber quem é que realmente está escrevendo o diário: ele, a mulher dele, o amante da mulher dele (que também é melhor amigo do cara) ou até mesmo a mulher do amante da mulher dele. Enfim, doidera do melhor nível. Só pra dar o gostinho, esse trecho de um dos diálogos entre o Humberto (o marido) e a Maria dos Remédios (a esposa). Quem começa falando é ela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- (…) É certo, viver contigo não dá a felicidade e comporta também certos riscos. Mas riscos mensuráveis, sei bem quais são… Iniciar vida nova! E sobretudo quando já não se acredita muito nessa vida nova, aos trinta e tal anos, quando se pensa que nada há a fazer, que, faça-se o que se fizer, não há salvação possível… Mas apesar de tudo tenho sorte, tu és a melhor das hipóteses que me poderia ter saído na fita…&lt;br /&gt;- Preciso de ti. Sem ti, como acreditar que sem ti poderia começar uma vida nova? Acreditar que sem ti poderia renascer, que só tu impedes que eu possa renascer é muito importante para mim…, és o meu fascismo!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, voltei, mas como podem ver, não voltei com tudo. Quem sabe quando surgirem outros trechos legais das minhas leituras eu não posto algo de novo por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudades de todos vocês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-6971894643434533147?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/6971894643434533147/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=6971894643434533147&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/6971894643434533147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/6971894643434533147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2007/09/o-silencioso-desafio-do-outro.html' title='O silencioso desafio do outro'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-116389409264583094</id><published>2006-11-18T15:29:00.000-08:00</published><updated>2006-11-18T15:54:53.166-08:00</updated><title type='text'>----------------------</title><content type='html'>eu&lt;br /&gt;------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;então antes de recomeçar é preciso - e não é - explicar-se e dizer o que se passou o que se passa e o que se passará e por que você deixou de escrever e por que você voltou a escrever e o que isso quer dizer mas é isso mesmo então vamos lá que já estava na hora de falar alguma seu filho-da-puta enrolão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------&lt;br /&gt;&amp; outros&lt;br /&gt;-----------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo do dia:&lt;br /&gt;- Canta Maria sucks, Os Desvalidos rocks (clique no link para saber mais);&lt;br /&gt;- Eu não deveria dormir até meio-dia, mesmo aos sábados (pergunte-me como);&lt;br /&gt;- Não ser reconhecido em shopping centers deve ser legal;&lt;br /&gt;- O futuro é sempre melhor;&lt;br /&gt;- A televisão é o passatempo dos derrotados;&lt;br /&gt;- O céu do pôr-do-sol em Aracaju é fuderoso (pergunte-me como);&lt;br /&gt;- Marcela sempre distante (clique no link para saber mais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------&lt;br /&gt;há mais&lt;br /&gt;-----------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que é o mistério? Como ele escorre pelos dedos das letras, tocando a curiosidade de cada leitor? Como resgatá-lo, como evocá-lo, como transmiti-lo, como senti-lo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Trabalhar com o desconhecido, com o símbolo, com a vontade em suspensão, com o desejo instigado. E quando já nos conhecemos, quando nos sabemos, já provamos o gosto de nossa própria carne? O mistério antes era o desconhecido que havia em mim. Agora chegou a vez de desconhecer vocês.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-116389409264583094?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/116389409264583094/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=116389409264583094&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/116389409264583094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/116389409264583094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2006/11/blog-post.html' title='----------------------'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-114920738484859120</id><published>2006-06-01T17:08:00.000-07:00</published><updated>2006-06-01T17:40:50.240-07:00</updated><title type='text'>Alguma coisa está fora da moda</title><content type='html'>Ato falho é quando ao falar você diz algo que não queria dizer, revelando seus pensamentos mais "secretos", por assim dizer. Para ilustrar, conto uma história. Certa vez, estava interessado numa garota (quem lembra de Letícia, a mineira?) e, para iniciar o flerte, resolvi convidá-la para dançar. Eis que me aproximo dela e solto o clássico: "Oi, quer beijar?". Peraê, como assim 'beijar'? Não era isso que eu queria dizer! Pois é, lá se tinha ido todo o meu charme e ela já sacou que eu tava afim de ficar com ela. Mas tudo bem, depois a gente realmente acabou realizando o 'beijar'. Enfim, esse é o exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metrossexual é o cara que é homossexual, mas não fode com homem. Uma das invenções loucas da pós-modernidade. Na definição clássica e canônica dada pela minha boa amiga Manu, "é o cara que depila o cú mas diz que é só por higiene". Boa sacada, Manu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que de repente lá estou hoje voltando para casa de carona no carro de Marcela, coloco no cd player um disco de Caetano Veloso, "Circuladô de Fulô". Primeira música, "Fora da ordem", cujo clássico refrão diz: "Alguma coisa está fora da ordem/ fora da nova ordem mundial". Lá está Vladimir inocentemente conversando sobre seu dia com Marcela, quando, durante o refrão que canto baixinho,  de sua (minha) boca sai mais uma pérola dos atos falhos: "Alguma coisa está fora da moda/ Fora da nova moda mundial".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MODA????!!!! (ai, meu internetês....) Como assim? O que está por trás desse ato falho? Será que eu estou virando metrossexual? Comecei então a vasculhar meu comprometedor histórico recente:&lt;br /&gt;- No dia anterior, estava no apê de Cela vendo algumas roupas no site do São Paulo Fashion Week;&lt;br /&gt;- Mês passado, comprei figurino novo (auxiliado por Marcela, meu Mefistófeles nessa história) para ir a uma festa de minha tia: blazer, 2 camisas &lt;em&gt;cool, &lt;/em&gt;calça. Tudo caro. Ai meu bolso. Mas o pior foi que eu gostei;&lt;br /&gt;- De vez em quando passo uma pastinha de nome francês no cabelo;&lt;br /&gt;- Last, but not least, de vez em quando dou umas escorregadas no discurso (vide episódio zangão - abelha rainha). Essa última referência é internalíssima, né, paspa?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu sou que me garanto, e também aponto provas a meu favor:&lt;br /&gt;- Uso a tal pastinha na média suficiente para manter intacta minha honra (uma vez por mês, em média);&lt;br /&gt;- Falando de forma bastante elegante, as rôpa são pra fica bunito e pegah as nega (subentenda-se as nega por Marcela);&lt;br /&gt;- Eu gosto de futebol;&lt;br /&gt;- A melhor refeição que consigo fazer é um nissin miojo (aquele clássico macarrão pronto) misturado com queijo, presunto e molho de tomate. Também sou especialista em pipoca de microondas;&lt;br /&gt;- Eu peido, arroto e coço o saco sem vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerro meu caso aqui. Mas que "Alguma coisa está fora da moda" vai entrar para minha galeria dos atos falhos clássicos, isso vai...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-114920738484859120?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/114920738484859120/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=114920738484859120&amp;isPopup=true' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/114920738484859120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/114920738484859120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2006/06/alguma-coisa-est-fora-da-moda.html' title='Alguma coisa está fora da moda'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-114894476422357693</id><published>2006-05-29T16:13:00.000-07:00</published><updated>2006-05-29T16:19:24.240-07:00</updated><title type='text'>Atleta do Campo Minado</title><content type='html'>Algum louco mais desocupado do que eu já deve ter inventado, mas eu realmente queria participar de uma olimpíada de jogos idiotas de computador. Me inscrevo na categoria campo minado. Ainda sou amador em Paciência Spider e FreeCell agora já é passado. Não tenho esse desejo porque seja rápido. Meu recorde são míseros 150 segundo - acreditem, isso é pouco. Visitem a comunidade de campo minado no orkut e vejam por vocês mesmos. Não queria uma olimpíada cheia de glamour e badalação (hã? qual a badalação que pode existir para os atletas de campo minado?), mas algo mais simples, como aquelas olímpiadas de quintal (um quintal cheio de computadores realmente não é uma boa idéia). Churrasco, cerveja, piscina, um monte de amigos loucos, o Brasil jogando na copa e eu jogando campo minado, pensando em todas as besteiras que já aconteceram, não aconteceram, irão acontecer ou impossivelmente não irão acontecer. Seria um lindo dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-114894476422357693?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/114894476422357693/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=114894476422357693&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/114894476422357693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/114894476422357693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2006/05/atleta-do-campo-minado.html' title='Atleta do Campo Minado'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-114844022543744760</id><published>2006-05-23T19:40:00.000-07:00</published><updated>2006-05-23T20:10:25.460-07:00</updated><title type='text'>Picture of someone else</title><content type='html'>Começar é uma mácula na página em branco. De tudo que pode ser dito pela página em branco, escolho um ínfimo possível, nem mesmo o mais dos esquecidos residentes do pé da página, mas o vizinho óbvio do centro que sempre nos salta aos olhos. Queira ou não, um clichê. Pois começo, e começar é sempre matar o indefinido, construir sempre destrói, a civilização é irmã da barbárie. Clichê, clichê, clichês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Compro de forma compulsiva - e compulsória - livros. Compro alguns pela capa, outros por indicação, alguns por curiosidade. Em casa, contemplando meus recém-adquiridos objetos de coleção, folheio-os, leio a orelha de cada um, o prefácio, algumas páginas e deixo-os dormir. São poucos que fazem o percurso direto para minha mesa de cabeceira e viram objetos de leitura. Posso dizer que cada um espera em média 4 meses. Alguns chegam à casa dos anos. Mas irei lê-los, sempre amanhã ou depois. Dentre esses livros em-breve-lidos está um que fala sobre o lugar comum e sua importância no comunicação. Livro muito interessante (li o primeiro capítulo), assinado pelo jornalista Cláudio Tognolli, alguém que merece a atenção de todos que gostam de bom jornalismo. O livro começa com uma pedrada, trazendo uma discussão baseada nas discussões sobre filosofia da linguagem do Wittgenstein. Pancada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou um professor de redação que não obedece a suas próprias regras. Não vejo muito sequenciamento entre meus parágrafos, peco por minha falta de coerência. Não a rejeito, apenas sou incapaz de atingi-la. Não posso - sem intenção de fazer afirmativas cujo valor recaiam sobre toda minha vida, passada e futura - escrever com coerência. Não há um fim, não há um objetivo que me guie. Acumulo aleatoriamente informações que me chegam à mente. E o fardo da auto-análise pesa sobre mim, forçando-me a escrever este parágrafo e me explicar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Retrato de Um Artista Quando Jovem" foi o primeiro livro do James Joyce que eu li. Tinha lá meus 16 ou 17 anos. Entendi lhufas do livro e mesmo assim gostei. Entendi e não entendi. E não me importei com o que não entendi. Um dia, iria relê-lo e iria entender, tinha certeza. Ainda não o reli. E o mesmo aconteceu quando li o "Ulysses", um ano depois.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Luiz Melodia já lançou um CD chamado "Retrato do Artista Quando Coisa". Intertexto óbvio com Joyce. Há vários outros. Não sei se existe, mas ficaria feliz com um "Retrato do Artista Quando Outro". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sou artista (muito menos Artista), mas fico imaginando o meu "Quando Outro". Dizer que imagino é um exagero. Estou sempre a apenas esperar o meu "quando outro". Não por infelicidade, mas apenas porque quero sempre saber o que serei no futuro. Felizmente minha curiosidade não costume se estender para os reinos que se seguem à morte. Mas meu "quando outro", meu devir (pegando emprestado um termo filosófico que eu nem sei se está empregado corretamente) sempre me acompanha. Talvez por isso que eu tenha um ar meio perdido, meio desligado. Ando meio desligado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Preciso deixar a pós-modernidade um pouco de lado e parar de fazer links com tudo que me aparece. Joyce, Luiz Melodia, Mutantes, Tognolli. A lista de hoje foi bem diversificada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse é o grande perigo dos textos sem coerência, que não passam de um amontaodo de quinquilharias verbais. Não se sabe como terminar um texto desses.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-114844022543744760?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/114844022543744760/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=114844022543744760&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/114844022543744760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/114844022543744760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2006/05/picture-of-someone-else.html' title='Picture of someone else'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-113433427905264984</id><published>2005-12-11T12:23:00.000-08:00</published><updated>2005-12-15T07:22:47.746-08:00</updated><title type='text'>Eu nunca tive uma máquina de escrever</title><content type='html'>Hermes baby. Esse é um nome engraçado que descobri recentemente. Vocês sabem o que é uma Hermes baby? Sim, sim, "uma", Hermes baby é "uma" coisa, e não "um" coiso. Bem, não importa se vocês sabem ou não o que é uma Hermes baby, mas eu não sabia o que era uma Hermes baby, sei agora e é isso o que importa. Ponto. Interrogação.*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermes baby, sei eu agora, é uma máquina de escrever - seria mais preciso dizer "máquina de datilografia", mas isso tiraria toda a graça do texto. Eu nunca vi uma Hermes baby. Já vi máquinas de escrever (novamente me assombra a "datilografia"). Lembro-me de minha mãe com uma delas, na antiga sala da casa. Mas eu não sou Proust (nem Prost) e só lembro que em minha casa havia uma máquina de escrever e que minha mãe a usava. Ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A máquina que minha mãe usava não devia ser nenhuma Hermes baby. Era uma máquina grande e pesada, com um capa cor-de-burro-quando-foge**. Não tinha toda a beleza, a leveza, a meiguice, a singeleza que um objeto com o nome de Hermes baby deve ter. Se tivesse um nome aquela máquina (Se! Se! Um trombolho como aquele não devia ser digno nem de um nome!), devia se chamar algo como Mamooth Typing Machine, ou Grande Monolito, ou ainda simplesmente O Trombolho de Casa! Os dedos gordinhos de minha mãe (uma mortal, uma reles mortal) não poderiam nunca ousar tocar a santidade de uma Hermes baby!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já eu, eu nunca tive uma máquina de escrever (exorcizem de mim esse demônio datilográfico!). Nem uma Hermes baby nem uma Mamooth Typing Machine. Durante muito tempo, escrevi artesanalmente com lápis e caneta, em folhas de caderno, papel chamex, apostilas de matemática, bordas de livros. Ainda guardo vícios dessa pré-história da minha escrita. Mas hoje sou moderninho oba-oba e só escrevo no pc. Pelo menos quase sempre e o de mais relevante. De preferência, escrevo na janela do blogger, correndo todos os riscos de perder o texto - o que, ironicamente, também ocorreu com esse texto (salve salve minha memória!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os mais espertinhos de vocês já devem ter percebido, o fim*** desse texto enrolado não é sobre Hermes baby, máquina de escrever, minha mãe ou histórias de como comecei a escrever. Esse texto é para dizer que, depois de tanto tempo sem atualizar o blog, eu estou voltando. Não sei se aos pouquinhos ou se com um monte de textos. Não sei se melhor ou pior, igual ou diferente. Sei que certo dia descobri o que era uma Hermes baby e tive vontade de escrever um texto chamado "Eu nunca tive uma máquina de escrever". E foi o que eu fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* É sempre motivo dúvida dizer o que importa ou não, portante, deve obrigatoriamente ser seguido de interregoção, como preceitua a &lt;em&gt;Gramática Nacional de Complicações Filológicas e Filosóficas&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;** Cor-de-burro-quando-foge, para vocês leitores ávidos por um pouco mais de realismo, é para mim aquela cor bege-abóbora, parecendo vôtimo de bebê ressecado. Ajudou?&lt;br /&gt;*** De finalidade, viu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-113433427905264984?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/113433427905264984/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=113433427905264984&amp;isPopup=true' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/113433427905264984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/113433427905264984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/12/eu-nunca-tive-uma-mquina-de-escrever.html' title='Eu nunca tive uma máquina de escrever'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112872787150822797</id><published>2005-10-07T20:30:00.000-07:00</published><updated>2005-10-08T13:00:13.636-07:00</updated><title type='text'>Terra Arrasada</title><content type='html'>- Quando eu digo sim, me rendo. Meus joelhos podem estar machucados dos pedregulhos desse chão, mas minha servidão por isso só é maior. Você sabe que pode fazer o que quiser comigo, eu me regozijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lado a lado, a luz nos emoldura. Duas pessoas olhando a lua nascer e mijar prata no mar. Bar abandonado, longe da cidade. Já disse que é beira do mar? Mar me bota sentimental feito o diabo. Um monte de água enchendo um abismo que vai daqui até todas as terras milhares de quilômetros além, mais fundo do que deve ser a alma, pelo menos a minha. Sou raso como um lago. Só finjo ser profundo e cultivo um poço ou dois pra afogar uns narcisos desavisados vez ou outra. Mas o mar não. É uma profundíssima fera acuada, com suas milumas bocas vindo sempre entregar na praia sua esfíngica mensagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Decifra-me ou te devoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma terra sem mares é uma alma desnuda. Imagino as expedições desvirginando os abismos, cada pedaço mais recôndito alvo da sagaz curiosidade humana, o homem devorando-se em uma busca infinita de conhecimento. Haveria perigos? Haveria monstros nas cavernas escondidas, nos fossos profundos, que saíriam à noite, se esta houvesse, para devorar os imprudentes que se perdessem pelas trihas do extino engima marinho? O que habitaria o vazio deixado por esse magnífico mar, o que preencheria o espaço das planíceis secas dessa terra arrasada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divago. Divago e sinto próximos de mim esses segredos. Seria minha alma rasa já essa terra arrasada e ressequida, um deserto a ser habito por tribos semitas em busca de um deus das tempestades? Seria minha carente de um Moisés? Que recôndito canto da minha personalidade esconde o Monte Sinai a esperar os dez mandamentos que poderiam ditar uma vida? Sinto-me apenas um peregrino, temo o trovão, o sol e a escuridão. Esse exílio incerto que me impus é minha salvação, e as chuvas esparsas me garantem que é melhor a solidão inexpugável do que a certeza aprisionante. Viver a angústia seria o primeiro mandamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faróis passam pela rua, a arma na mão esquerda do homem reluz. Uma mulher está ajoelhada ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que quer que eu faça, Danger?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Morra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112872787150822797?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112872787150822797/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112872787150822797&amp;isPopup=true' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112872787150822797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112872787150822797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/10/terra-arrasada.html' title='Terra Arrasada'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112787082360777768</id><published>2005-09-27T22:33:00.000-07:00</published><updated>2005-09-30T08:23:25.550-07:00</updated><title type='text'>Vilma</title><content type='html'>- Só uma água, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia pedir um scotch, uma vodka, ou uma cerveja choca, o que combinaria melhor com a cortina de cigarros desse lugar, mas minha saúde é frágil. Sofro de uma doença que não diagnostiquei, que não tratei, que apenas resolvi ignorar como umâ rejeição da infância que continua a me atormentar nas noites suadas desse verão. A palidez da minha pele, os músculos frágeis, tão frágeis que quase se colam aos ossos. Sina de ser desamparada, desde nascida. Um corpo frágil para quem sempre quis tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele homem de ombros largos, queria sê-lo. Queria ser a caneca de meio litro de cerveja que ele ostenta como um bárbaro ancestral voltando de batalhas, o espólio de sua guerra, a cativa de seus braços. Não, não, não. Não quero novamente ser dominada. Esse meu instinto baixo de querer ser a suja rameira dos fortes deve ser reprimido pela minha vontade infinitamente contida de &lt;em&gt;ser o forte&lt;/em&gt;. Quero ser o forte! Quero ser a valquíria liberta a matar a serpente do mundo, a Eva safada que dorme com a serpente, a c0ntadora de histórias que assassina o sultão, a princesa encantada que castra o príncipe surpreso. Quero ser a destruição!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me chamo Vilma. Sim, um homem pode acabar comigo com um tapa. Posso ser facilmente esmagada pela força pura e bela dos fortes. Mas sobrevivo da minha vida interior, desse néctar que surge das minhas entranhas e se acaba nelas mesmas. Vivo em mim mesma, nem por isso vivo mais ou vivo menos. Vivo uma vida secreta que infindáveis livros de cabeceira não poderiam conter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou boa com quem convive comigo. Mas ninguém convive comigo. Apenas passam por mim, usam-me, tiram o que querem de mim, pagam-me para ser uma rameira, uma rameira! Mas eu sou viva! Vós não sabeis, amantes, mas tenho-vos todos tatuados em mim! Tenho-vos todos gravados em brasa, sei dos seus segredos, sei de suas angústias! Sou o pesadelo que os esgotos irão regurgitar de volta no dia em que suas brincadeiras pervertidas caírem da corda bamba de suas vidas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqui está sua água. Mais alguma coisa?&lt;br /&gt;- Não. Obrigada, Garoto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112787082360777768?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112787082360777768/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112787082360777768&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112787082360777768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112787082360777768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/09/vilma.html' title='Vilma'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112670954389981908</id><published>2005-09-14T11:50:00.000-07:00</published><updated>2005-09-14T07:52:23.900-07:00</updated><title type='text'>Dois rápidos comentários</title><content type='html'>1 - Time is NOT on my side&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpa a todos os amigos virtuais e reais (ahn?!) pela minha falta de consideração. Estou realmente ocupado com o trabalho, tenho entrado pouco na internet e, sinceramente, estou precisando me dedicar um pouquinho mais à vida real agora (ahn?! de novo!). Desculpem pelos poucos comentários (ou falta deles) nos blogs, pela falta de resposta no orkut, pelos e-mails não respondidos e pela ausência no MSN. Enfim, por tudo. A galera de Aracaju pode me encontrar no fone ou na farra, escolham. Semrumo, estou REALMENTE com saudades das nossas conversas. Não te esqueci não, viu!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Time is not on MY side&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpem pela porcaria de texto aí embaixo, foi o melhor que eu consegui fazer pra não deixar esse blog abandonado. Prometo que vou me dedicar um poquinho mais nos próximos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gotta go, see ya.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112670954389981908?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112670954389981908/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112670954389981908&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112670954389981908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112670954389981908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/09/dois-rpidos-comentrios.html' title='Dois rápidos comentários'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112670912336398576</id><published>2005-09-14T11:45:00.000-07:00</published><updated>2005-09-14T07:45:23.393-07:00</updated><title type='text'>Corra, Danger, corra</title><content type='html'>Corre que o bicho pega. Corre, pequeno Danger, que o tempo está no seu encalço. Corre, recordações, memórias, lembranças, flashbacks, o passado quer te pegar. Corre, Danger, diz uma voz macia ao meu ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ventos novos sopram com toda força pelas janelas abertas do carro. Uma rodovia deserta, sete lindas horas da manhã, o que diabos estou fazendo acordado, 120, 130, 140 quilômetros por hora, meu carro não foi feito pra isso. Estou à beira da praia, um ponto negro contornando o mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens da noite surgem e se desfazem continuamente. Um vapor, um filme, um holograma no banco do passageiro, acelero o carro, tudo passa mais rápido. Uma vodka ocupa o lugar dela, eu nunca acabo sozinho. Corre, Danger, a lembrança está chegando com cheiros de desespero. Corre que o vento desfaz tudo, a velocidade empolga e mata o passado. Vai rápido que você salva sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hahaha. Acaso, acaso, você sempre põe um maldito buraco no meu caminho. Não, meu caros amigos, essa não é uma estrada portuguesa, com certeza. Um roda voa fora do eixo, a suspensão deixa de existir, enfim eu perco o controle. Vamos girar, o mundo dá voltas, mas cada volta é um novo impacto, vidro, asfalto, aço. Um volta, duas, três, quando tudo vai parar de girar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, eu não quero esse fim. Continue, bendito carro. Corra, Danger, corra. Corra até o fim do mundo engolir o seu desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Time is NOT on my side.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112670912336398576?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112670912336398576/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112670912336398576&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112670912336398576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112670912336398576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/09/corra-danger-corra.html' title='Corra, Danger, corra'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112621507940096406</id><published>2005-09-08T18:30:00.000-07:00</published><updated>2005-09-08T14:31:19.420-07:00</updated><title type='text'>Carta</title><content type='html'>Home,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou escrevendo esta carta para dizer que nunca te encontrei. Eu nunca estive onde você estava, onde você esteve. Minha margem era sempre o fundo do rio. Você insistia em voar de asa delta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem sentei novamente na ponta daquele quebra-mar. Lembrei das tantas vezes em que tudo era saber você. Lembra do universo que era meu corpo? Está implodindo, toda aquela escuridão de beleza, de prazer, de intimidade, está indo embora. Meu corpo (e isso é algo que me deixa triste) está voltando a ter a cor de sempre. Mas essa, essa cor não fica para sempre e você também não vai ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou escrevendo esta carta porque o tempo é inevitável. Esta carta foi feita para ser perdida dentro de um livro esquecido na estante, para ser roída pela traça mais gordinha que a sua biblioteca tiver, para ser encontrada por escanfandristas (Ah! Chico Buarque...) quando o dilúvio vier e o sertão virar mar. Esta é uma carta feita para ser desfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem foi ontem novamente e eu lembrei de você pela penúltima vez. A última ainda está por vir, e não é essa. Ontem foi ontem, mas a minha sede, que você imbecilmente ignora, é de apenas um hoje feliz. É de um carinho que retorne para mim como o protetor solar espalhado nas suas costas. Eu também quero me proteger do sol. Quero que me protejam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou escrevendo esta carta porque não paguei o telefone, esqueci dos prazos esperando que as nuvens refizessem a imagem do seu rosto. Estou escrevendo esta carta porque você não atende o telefone. Estou escrevendo esta carta molhado da chuva que tomei no orelhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem ficará para trás, mas enquanto isso eu deixo esse dia ecoar no meu albúm de fotos imaginário. Irá diminuir, diminuir, passará de poster de 3 folhas, frente e verso, para uma fotografia 3 x4 no canto inferior esquerdo da página ímpar. Vai ser preciso separar com cuidado as folhas para não arrancar seu rosto dali. Enquanto isso, ocupe o espaço que quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou escrevendo esta carta porque você não quer. Estou escrevendo esta carta porque não sei onde você está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi esta carta, mas não sei como entregar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carinho,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Later.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112621507940096406?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112621507940096406/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112621507940096406&amp;isPopup=true' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112621507940096406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112621507940096406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/09/carta.html' title='Carta'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112517653105195780</id><published>2005-08-27T18:00:00.000-07:00</published><updated>2005-09-10T23:43:46.746-07:00</updated><title type='text'>O braço</title><content type='html'>Lembra quando te apertava contra mim? Lembra quando te abraçava e protegia da chuva? Você, encolhida, encoberta pelo meu corpo? Lembra da minha mão alisando teu rosto, conhecendo teu corpo? Lembra do meu braço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortei. Ontem, pela manhã, desci até um dos lugares abandonados da casa. Entre aquários vazios, povoados apenas com a alma suja dos peixinhos; entre caixas de papelão rasgadas, desgastadas pelo tempo; entre ferramentas enferrujadas, esquecidas de consertar tudo; peguei uma tesoura de jardineiro, cabo alaranjado, descascado pela ferrugem, lâmina enferrujada. Tive que pedir ao vizinho, era difícil fazer sozinho. Fomos até a praça, para não sujar nossas calçadas de sangue, e ele cortou meu braço fora, na altura do cotovelo. Não doeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é que vai te abraçar agora? Quem é que vai te proteger? Só posso dar metade do que fui, do que dei. Cortei meu braço pra te deixar precisando do que já não posso dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enrolei o braço num jornal velho para não manchar o piso de sangue. Laveio-o bem, esperei o sangue sair, esperei parar de sangrar. O tempo era grande, se estendia pelos silêncios. Assisti televisão para esquecer de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou dormir com o braço ao meu lado. Ainda sangra um pouco, coloquei uma toalha para não sujar minha cama. Os dedos do braço acariciam meu rosto. Será que ele vai me fazer companhia agora? Ele que tanto já fez por você, por outras, por todos os outros? Pelo menos é o esquerdo, ainda posso escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho com espirais de um rosto que não reconheço; palhaços tristes cortando os pulsos; garrafas de vodka cainda de edifícios; um adeus nas cordas de uma guitarra elétrica; carros batendo em postes, em muros, em outros carros. Sonho sonhos violentos, e balbucio para os ouvidos de ninguém frases que só a saudade entenderia. O braço dorme tranquilo, pedaço do que já foi meu corpo, embalsamado na minha memória.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112517653105195780?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112517653105195780/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112517653105195780&amp;isPopup=true' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112517653105195780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112517653105195780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/08/o-brao.html' title='O braço'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112505992960980317</id><published>2005-08-26T09:40:00.000-07:00</published><updated>2005-08-26T05:38:49.623-07:00</updated><title type='text'>Come Back</title><content type='html'>É o seguinte: eu tou querendo voltar a escrever aqui, estou cheio de idéias, mas a porcaria da minha internet não está acessando nenhum blog, nem o orkut nem o google. Enfim, ainda deve demorar um pouco pra conseguir postar alguma coisa aqui. Tomara que não aconteça nada no caminho que me deixa cabisbaixo e resmungão de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Observação:&lt;/em&gt; O que está me salvando é o computador do trabalho, mas não tenho nem tempo nem clima para escrever aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'm (coming) back, baby!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112505992960980317?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112505992960980317/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112505992960980317&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112505992960980317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112505992960980317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/08/come-back.html' title='Come Back'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112463141352910982</id><published>2005-08-21T22:40:00.000-07:00</published><updated>2005-08-21T06:36:53.536-07:00</updated><title type='text'>Abandonando</title><content type='html'>Não estranhem se isso aqui ficar repentinamente abandonado. A cabeça está ocupada com outras coisas agora, a criativadade está um pouco bloqueada. Volto quando conseguir escrever de novo sem ficar nervoso ou puto da vida com o que escrevi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112463141352910982?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112463141352910982/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112463141352910982&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112463141352910982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112463141352910982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/08/abandonando.html' title='Abandonando'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112439999792963257</id><published>2005-08-18T18:20:00.000-07:00</published><updated>2005-08-18T14:19:57.940-07:00</updated><title type='text'>Cicatrizes</title><content type='html'>A porta se abre, o apartamento não está escuro como devia. Do corredor, alguma luz vem. Isso não está certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes mesmo que comece a pensar que é um ladrão, esquecimento, poltergeist, a ex-mulher fuçando o armário ou alguma nova acrobacia exótica que a cadela do apartemento teria inventado, todas as futuras suposições se desfazem no esboço. É preciso suportar a dureza de ver A Bruxa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que é que você tá fazendo aqui? Como é que entrou? Quem te deu o direito de entrar aqui quando eu tou fora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fria. Fria e calculista. Sádica. Ela não responde logo, não fica exaltada como eu já estou. Deixa o silêncio corroer minha paciência, dá alguns passos felinos em minha direção, pára com as mãos na cintura, o rosto levantado, Atena, a Guerreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Calma, queridinho. Vai com calma. Quer saber o quê primeiro?&lt;br /&gt;- Deixa de me enrolar e fala logo. Depois dá o fora.&lt;br /&gt;- Hum...que hostilidade. Uma coisa de cada vez. Primeiro: tava aqui te esperando. Segundo: entrei aqui pela porta. Terceiro: quem me deu o direito de entrar aqui foi a cópia da sua chave que eu tirei quando você estava completamente bêbado naquele outro dia. Explicado? Feliz?&lt;br /&gt;- Me esperando pra quê?&lt;br /&gt;- Pra te dizer que tou indo pra Salvador na próxima semana, vou passar um tempo lá. E preciso que você me dê alguma grana.&lt;br /&gt;- Tá me achando com cara de seu pai?&lt;br /&gt;- Não, eu não deixaria meu pai fazer o que você faz comigo. Mas eu sei que você faria qualquer coisa pra me ver feliz. Ah, e é por uma boa causa. Vou fazer uma tatuagem nova. Você vai gostar quando eu voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É normal se sentir frágil frente à dominação do governo, capitalismo, família ou qualquer outra coisa que um revolucionariozinho de esquina estaria pronto pra te dizer. São grandes, são fortes, são muitos. A alternativa nunca está ali na sua frente. Você não conhece ninguém que se livrou deles, no máximo já ouviu uma história, mas pensou que era lenda. Diferente é ser dominado por uma piranhazinha cínica, inocentemente cruel. Você poderia acabar com ela aqui mesmo. Você poderia mandar aos infernos toda a educação e respeito pelas mulheres que te ensinaram e simplesmente esmurrar a cara dela até que só restasse a trilha de sangue dela se arrastando pra fora do seu apartamento. Mas não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não faz isso. Você pega a sua carteira, tira todo o dinheiro que está ali dentro, o que já não é pouco, e, como bom macaco adestrado, ainda pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você acha que vai precisar de mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua resposta é a porta batendo, um corpo que se despede de você deixando mais uma cicatriz de humilhação. E você, todo-poderoso Danger, vai procurar carinho na sua cachorra de estimação, dorme com a cabeça encostada a um ventre, embalado pelo acalanto de uma respiração, sonhando com aquela que nunca está.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112439999792963257?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112439999792963257/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112439999792963257&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112439999792963257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112439999792963257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/08/cicatrizes.html' title='Cicatrizes'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112419779592209929</id><published>2005-08-16T10:10:00.000-07:00</published><updated>2005-08-16T06:09:55.933-07:00</updated><title type='text'>De árvores e saídas</title><content type='html'>As leituras do fim de semana renderam duas passagens antológicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Trepar numa árvore é empresa pessoal que talvez não volte a se repetir nunca. Quem se abraça ao peito alto de um tronco, realiza uma espécie de ato nupcial, deflorando um mundo secreto, jamais visto por outros homens. A vista abarca, de pronto, todas as belezas e todas as imperfeições da Árvore. Sabe-se das duas ramas tenras, que se apartam como coxas de mulher, ocultando na juntura um punhado de musgo verde. Sabe-se das feridas redondas deixadas pela queda das vergônteas secas. Sabe-se das esplendorosas ogivas de cima, tanto como das bifurcações estranhas que carregam todas as seivas a um madeiro favorecido, deixando outro na esqualidez do sarmento bom para as chamas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Alejo Carpentier, &lt;/em&gt;em&lt;em&gt; O Século das Luzes.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;"Todas as soluções que imagino são internas ao sistema amoroso: isolamento, viagem, suicídio, é sempre o amante que se enclausura, parte ou morre; quando ele se vê enclausurado, distante ou morto, o que continua a ver é um amante: ordeno a mim mesmo continuar sendo amante e não mais sê-lo. Essa espécie de identidade do problema e de sua solução define precisamente a &lt;em&gt;armadilha&lt;/em&gt;: estou numa armadilha porque não está em mim mudar de sistema: sou "pego" duas vezes: no interior de meu próprio sistema e porque não posso susbtituí-lo por um outro. Este duplo nó define, parece, um certo tipo de loucura (a armadilha se fecha quando o infortúnio fica em seu contrário: "Para que infortúnio haja, é preciso que o próprio bem machuque". Quebra-cabeça: para "sair dessa", eu teria que sair do sistema - do qual quero sair, etc. Se não fosse da "natureza" do delírio amoroso passar, ruir por si mesmo, ninguém jamais poderia pôr-lhe um fim (não é por estar morto que Werther deixou de estar enamorado, muito pelo contrário).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Roland Barthes, &lt;/em&gt;em&lt;em&gt; Fragmentos de um discurso amoroso&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112419779592209929?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112419779592209929/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112419779592209929&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112419779592209929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112419779592209929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/08/de-rvores-e-sadas.html' title='De árvores e saídas'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112379803501582442</id><published>2005-08-11T19:20:00.000-07:00</published><updated>2005-08-13T10:47:11.446-07:00</updated><title type='text'>Mesa 7</title><content type='html'>- Cliente na mesa 7, Garoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mr. Despair, o dono do bar. Mr. Despair, o grande anfitrião. Dono do Bunker. Mr. Despair, the big, the great, the god-father. Sim, senhor. Não, senhor. É pra já, senhor. Perdão, senhor. Abençoai-me, Senhor. Tento acreditar que cada dia nessa podridão é só mais uma provação a que tenho que me submeter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aperta o pequeno crucifixo que pende de uma corrente de ouro. Dai-me forças, Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bar lotado, lugar pequeno, pessoas mal-educadas, a maioria mal me nota, mal me olha na cara. Contanto que eu os mantenha bêbados, eles fingem estar felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Garoto, uma vodca com gelo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tento dizer olá para Danger também, mas o som está muito alto. Eu falo baixo, e uma música explode pelo bar, meu inglês de capa de disco me ajuda, é algo sobre um macaco indo para o paraíso. Acho que entendi errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;If the man is five&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesa 7. O canto mais escuro do bar, a música chega abafada, dá pra ver só umas duas mesas, se tivesse uma parede e uma porta, seria um quarto. Talvez virasse sala VIP. Por enquanto, é o lugar dos solitários, dos desesperados, dos desesperançosos, dos imperdoáveis. Já conta três suicidas no histórico. Um enforcou-se, outro cortou os pulsos, o último pulou do 11 andar do prédio. Mesa 7, um drink antes do inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And the devil is six&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino o tormento que essas pobres almas passam quando descobrem que existe algo DEPOIS. Imagino-as caindo dos prédios, a rua aproximando-se, virando um poço negro, uma queda que não tem fim, os prédios, os carros, as pessoas, tudo virando escuridão, e de repente não há mais de repente, é sempre a mesma, igual e infinda, infinita queda. Nessas horas me imagino um anjo lindo, uma águia branca até a alma, descendo por esse túnel escuro, trazendo a luz mais branca que minhas penas, um sol mais puro que o Sol, devolvendo o perdão, a esperança, o alento e a segurança para todas aquelas almas caindo ao meu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Then God is seven&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deseja alguma coisa, senhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos mais tristes do mundo me dizem para deixá-lo em paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112379803501582442?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112379803501582442/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112379803501582442&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112379803501582442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112379803501582442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/08/mesa-7.html' title='Mesa 7'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112363634500614629</id><published>2005-08-09T22:10:00.000-07:00</published><updated>2005-08-09T19:28:15.553-07:00</updated><title type='text'>Wake up, you fools</title><content type='html'>Hum. Parece que a temporada de músicas legais está aberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Arcade Fire. Inegavelmente incrível. Rapha, valeu pela indicação. Mesmo que você não tenha indicado para mim, foi por quem eu primeiro fiquei sabendo dessa banda que já está nas minhas Top 5. "Funeral" é certamente um CD que eu preciso adiquirir. E rápido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Wake up&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(The Arcade Fire)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somethin’ filled up&lt;br /&gt;my heart with nothin’,&lt;br /&gt;someone told me not to cry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But now that I’m older,&lt;br /&gt;my heart’s colder,&lt;br /&gt;and I can see that it’s a lie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Children wake up,&lt;br /&gt;hold your mistake up,&lt;br /&gt;before they turn the summer into dust.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If the children don’t grow up,&lt;br /&gt;our bodies get bigger but our hearts get torn up.&lt;br /&gt;We’re just a million little god’s causin rain storms turnin’ every good thing to rust.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I guess we’ll just have to adjust.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;With my lighnin’ bolts a glowin’&lt;br /&gt;I can see where I am goin’ to be&lt;br /&gt;when the reaper he reaches and touches my hand.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;With my lighnin’ bolts a glowin’&lt;br /&gt;I can see where I am goin’&lt;br /&gt;With my lighnin’ bolts a glowin’&lt;br /&gt;I can see where I am go-goin’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You better look out below!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Agora volto para meus milhões de redações. Argh!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112363634500614629?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112363634500614629/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112363634500614629&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112363634500614629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112363634500614629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/08/wake-up-you-fools.html' title='Wake up, you fools'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112343777253883752</id><published>2005-08-07T15:00:00.000-07:00</published><updated>2005-08-17T04:57:58.703-07:00</updated><title type='text'>Fio de Vida</title><content type='html'>Alguém pisa na poça d'água. Um tênis azul molhado espalhando água. A barra do jeans também molhada. Casaco, blusa, cabelo. No fundo da chuva, no fundo da noite, dois olhos negros de desespero brilham. Molhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guarda-chuva pende inútil de sua mão. Não o ergue. Está aberto, mas permanece apontado para baixo, balançando. O guarda-chuva preto, um espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro horas da madrugada. Chove na cidade inteira. Do alto no viaduto, plantado nas linhas que dividem uma pista de outra, olha para os prédios de sua cidade e não os vê. Nunca tinha os deixado de ver dessa maneira. Uma chuva que encobre toda visão. Toda realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessa a rua até o parapeito do viaduto. Um carro já poderia tê-lo atropelado, mas a chuva está desviando tudo do caminho. Bendita chuva. O bloco de concreto entre o asfalto e o ar não é grosso, não é fino. Cabe um pé no comprimento. O tênis toca o fio da navalha. Molhado. Isso vai ser difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andar no fio da navalha, na linha da navalha, na linha que corta a vida, a que separa a pedra do ar, o caminho da queda. A vida por um fio de navalha. Um, dois, três, quatro. Como equilibrista de circo, pé ante pé, braços abertos, o Criso Redentor dando seus passos de estátua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento aqui corre com a serenidade dos temporais, com a calmaria das catástrofes, o afeto dos holocaustos. Carinho é só uma forma controlada da violência. Violência é só uma forma descontrolada do carinho. Cinco, seis, sete, oito. Aqui a chuva me acaricia e me aflige. Meu látego e meu leito, meu suplício e meu sossego. Chuva, chuva, me cubra até a borda do desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nove, dez...Ah...Escorreguei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112343777253883752?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112343777253883752/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112343777253883752&amp;isPopup=true' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112343777253883752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112343777253883752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/08/fio-de-vida.html' title='Fio de Vida'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112320452126844073</id><published>2005-08-04T22:15:00.000-07:00</published><updated>2005-08-07T11:30:11.890-07:00</updated><title type='text'>Pra não dizer que não falei besteira</title><content type='html'>Então, garotos e garotas, faz tempo que eu não posto uma música aqui. Só pra ocupar espaço e tentar dizer o que se passa em parte de mim. Em parte porque, como bom geminiano, misturo várias emoções e sinto, penso e ajo das mais diversas formas possíveis, tudo ao mesmo tempo. E eu pergunto: por que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, lá vai uma música descoberta recentemente (não, eu não vi Closer ainda, então não conhecia essa música...) que é bonitinha e consegue me comover do mesmo jeito que "Simplesmente Amor" (aquela comédia romântica boboca e tocante).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Blower's Daughter&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Damien Rice)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;And so it is&lt;br /&gt;Just like you said it would be&lt;br /&gt;Life goes easy on me&lt;br /&gt;Most of the time&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And so it is&lt;br /&gt;The shorter story&lt;br /&gt;No love, no glory&lt;br /&gt;No hero in her sky&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I can't take my eyes off of you&lt;br /&gt;I can't take my eyes off you&lt;br /&gt;I can't take my eyes off of you&lt;br /&gt;I can't take my eyes off you&lt;br /&gt;I can't take my eyes off you&lt;br /&gt;I can't take my eyes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And so it is&lt;br /&gt;Just like you said it should be&lt;br /&gt;We'll both forget the breeze&lt;br /&gt;Most of the time&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And so it is&lt;br /&gt;The colder water&lt;br /&gt;The blower's daughter&lt;br /&gt;The pupil in denial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I can't take my eyes off of you&lt;br /&gt;I can't take my eyes off you&lt;br /&gt;I can't take my eyes off of you&lt;br /&gt;I can't take my eyes off you&lt;br /&gt;I can't take my eyes off you&lt;br /&gt;I can't take my eyes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Did I say that I loathe you?&lt;br /&gt;Did I say that I want to&lt;br /&gt;Leave it all behind?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I can't take my mind off of you&lt;br /&gt;I can't take my mind off you&lt;br /&gt;I can't take my mind off of you&lt;br /&gt;I can't take my mind off you&lt;br /&gt;I can't take my mind off you&lt;br /&gt;I can't take my mind...&lt;br /&gt;My mind...my mind...&lt;br /&gt;'Til I find somebody new&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112320452126844073?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112320452126844073/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112320452126844073&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112320452126844073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112320452126844073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/08/pra-no-dizer-que-no-falei-besteira.html' title='Pra não dizer que não falei besteira'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112303902819645065</id><published>2005-08-03T00:15:00.000-07:00</published><updated>2005-08-03T05:02:27.893-07:00</updated><title type='text'>11o. Andar</title><content type='html'>Estou nu e olho para meu umbigo. Queria entrar ali de novo. Fazer o camelo passar pelo buraco da agulha. Fazer meu corpo entrar em si mesmo. Caber é um verbo difícil de ser conjugado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, paraíso, eu sabia que não te perderia. Vodcas vagabundas eu compro em qualquer esquina. Um gole quente para mudar essa noite. O último?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento assovia nas brechas da porta da varanda. O vendedor! O vendedor de ilusões está me chamando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi? Quais são os sabores de hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento assovia nas brechas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Responde, responde, responde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento assovia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu quero uma ilusão pra mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ergo minha amada. Natasha, querida, vodca vagabunda, amante sempre fiel, ao alcance eterno do meu dinheiro, me beije, me beije agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai, vagabunda, me abandona. Me abandona como todas fazem. Me abandona e não volta mais. Pula dessa janela do décimo primeiro andar e acaba com a vida de mais um quando cair na calçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não! Não faz isso...Eu...Eu não queria...ter feito isso...Desculpa. Desculpa, amor. Desculpa? Desculpa pra quê? Agora...agora você tá aí, quebrada. O teu sangue fino, tão fino, transparente, escorrendo pelo piso. Natasha! Natasha! Fala comigo! Você não pode morrer sem me amar uma última vez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É aqui que a vida chega ao fim. Décimo primeiro andar. Vida, aqui vou eu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112303902819645065?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112303902819645065/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112303902819645065&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112303902819645065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112303902819645065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/08/11o-andar.html' title='11o. Andar'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112284175415830259</id><published>2005-07-31T17:30:00.000-07:00</published><updated>2005-08-07T10:37:10.733-07:00</updated><title type='text'>In Danger</title><content type='html'>É noite. Tá na hora de entrar em ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho, Danger entra o bar. Está fervendo cigarro, cerveja e conversa. Ele não é um estranho ali, muitos o cumprimentam. As mulheres em especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hey, sweetie!&lt;br /&gt;- Ta é bonito hoje, hem?&lt;br /&gt;- Oi, cara! Sozinho ainda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Home está numa mesa fodendo a cabeça de mais um desavisado. Não tô afim de falar com ela. Maldita Home. Eu adoro essa filha-da-puta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bunker é meu tipo de lugar. &lt;em&gt;You wanna go where everybody knows your name.&lt;/em&gt; Algo assim, menos americano, menos certinho. Traz uma sensação boa no estômago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Garoto, uma vodca com gelo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sento no bar e espero Garoto trazer minha bebida. É um velho amigo. E sempre o cumprimento com a mesma frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí, cadê o Despair?&lt;br /&gt;- Daqui a pouco deve aparecer por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiro um cigarro da carteira, vamos começar. Mas, antes que eu ache o isqueiro, meus olhos têm que se levantar para olhar quem está me dando fogo. É um chute no saco. Um chute no saco, um soco no nariz, costelas quebradas, pulmões sem ar. Porra, é A Bruxa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai tomar no cú.&lt;br /&gt;- Oi, Danger. Também fico feliz em revê-lo.&lt;br /&gt;- Vai tomar no cú, porra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele corpo escultural, aquela pele, o perfume. Um sonho encarnado. Na verdade, o mais cruel dos pesadelos encarnado na pele de uma deusa. Nunca irrite uma deusa. Eu já irritei. Foi difícil, mas eu irritei. Hehehe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você sabe que não faço nada sem motivo. Não vai perguntar por que tô aqui falando com você?&lt;br /&gt;- Eu já disse. VAI TOMAR NO CÚ, PORRA!&lt;br /&gt;- Tá, eu vou fingir que você perguntou. Eu quero algo de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filha-da-puta. Eu sei o que ela vai fazer. Eu sei o que ela vai pedir. Eu sei &lt;em&gt;por que &lt;/em&gt;ela vai pedir. Ela vai pedir só pra mostrar pra si mesma, pros outros, pra mim, que ela é forte. Vai mostrar quem manda. Vai marcar território. Vai acordar amanhã feliz e saltitante como uma criança indo pro circo. Foda-se. A Bruxa sempre ganha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu quero você. Na minha cama. Hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra, é A Bruxa. É a mulher que eu amo. É o maldito pesadelo que sempre assombra minhas noites. Minha &lt;em&gt;ball and chain&lt;/em&gt;. Meu fardo, a cruz que só eu tenho a coragem idiota de carregar. Sempre me prende numa ilusão que ela criou especialmente para mim. Ela vai sempre me foder. Eu vou sempre querer fodê-la. Eu amo A Bruxa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamo embora, filha-da-puta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112284175415830259?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112284175415830259/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112284175415830259&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112284175415830259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112284175415830259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/07/in-danger.html' title='In Danger'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112267269592141756</id><published>2005-07-29T18:30:00.000-07:00</published><updated>2005-07-29T14:31:35.936-07:00</updated><title type='text'>Já Crepúsculo</title><content type='html'>Isso nunca aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O banco era mais um bloco de cimento pintado de branco. Servia. Sentou, o rio corria negro. Não havia porque ser outra cor. Reflexos de prata e ouro, luzes, há riquezas na escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperava? Não se sabe. Sentado, a cabeça voltava-se para cima de vez em quando, olhava o espelho do rio no céu. Onde estaria sua imagem, em que estrela se veria? A penumbra tem o tom do cansaço. Queria respirar um ar mais puro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acendeu o cigarro. O amargo da fumaça acaricia a garganta. Ele sempre estava esperando, só esperando. Dar um passo sempre foi cair no abismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camuflada nos meus pensamentos, envolta nos disfarces da noite, não percebi. Sentou-se ao meu lado. Era ela que eu esperava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era ela a quem eu queria falar. Virei, afinal, meu olhar. Ouro e prata estavam na pele dela. O rio... Eu sempre estou enxergando o mesmo. Não falei. Não quis atrapalhar um milagre: ela tomou a iniciativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe.&lt;br /&gt;- Eu te desculpo. Não desculpo a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desencontros. Você corre, deslumbrado, deslumbrante, rompendo-se de alegria para abraçar a tão esperada, o tão esperado (re)encontro. Mas nunca é a pessoa certa que você abraça. É um estranho que te olha com a cara fechada. Só sobram os pedaços de você que caíram no caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Odeio desencontros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danger abriu a mão, uma borboleta amarela voou em direção a outra margem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;ser o que seria:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;já crepúsculo mal&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;começa o dia?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso nunca aconteceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112267269592141756?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112267269592141756/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112267269592141756&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112267269592141756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112267269592141756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/07/j-crepsculo.html' title='Já Crepúsculo'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112256473138081772</id><published>2005-07-28T12:30:00.000-07:00</published><updated>2005-07-28T08:48:27.106-07:00</updated><title type='text'>Café Milagre</title><content type='html'>Quando pequeno (e quando adolescente também, por que não?), eu não tomava café. Achava quente demais, escuro demais, amargo demais. E como eu era extremamente chato com comidas e bebidas quando pequeno, era mais um liquído pra lista dos que eu olhava e dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, eu não gostava de café. Até, que certa vez, mais crescidinho (nossa, até parece que eu sou um cara vivido...) viajei para um encontro de estudantes de Letras em São Carlos, interior de São Paulo. Para quem estava acostumado com o calor do Nordeste brasileito, nosso friozinho ameno dos meses chuvosos, aquela foi uma experiência pra lá de fria. Tive que comprar luvas, ficava com um moleton por baixo do jeans, casaco, blusa, duas meias, tudo que pudesse usar pra me aquecer. Foi aí que, pela primeira vez, fui apresentado aos poderes revitalizantes do café!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, o café....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele tempo frio como a desgraça (cheguei ao meu recorde de 9 graus celsius), o café e o chocolate quente eram meus melhores amigos. Mas o café tinha aquele gostinho de amor novo, recém descoberto, sem mágoa, sem desgaste, uma delícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando voltei para Aracaju e contei para minha mãe sobre minha nova paixão, ela ficou mais entusiasmada do que eu. Sempre que podia, no começo da noite, me chamava para com ela saborear um café, um pão quentinho com manteiga e uma conversa bem leve. Mas eu descuidei, esqueci as lições que a raposa ensina, não fui responsável com aquilo que cativei, e meu &lt;em&gt;affair&lt;/em&gt; com o café logo foi relegado ao esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que ontem, em meio a uma reunião informal de trabalho, no ateliê de Milton, o professor de artes, me foi oferecida, no mesmo horário que minha mãe costumava me chamar, aquela velha paixão há muito guardada no Armário das Coisas Esquecidas. Meu receio me segurou um pouco, coloquei apenas meia xícara, estava com medo dessa experiência de reencontro. Mas foi maravilhoso, e apenas a presença daquelas pessoas que tão pouco compartilham da minha intimidade me impediu de repetir a dose tomada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas o destino tem suas brincadeiras. Quando acordo hoje, cedo, para, ainda em férias, começar a corrigir algumas redações que tinha que entregar às 9:00, quem encontro ao, inocente como eu só, descer as escadas em busca de um pouco de água? A minha querida, minha reencontrada, minha "Eros &amp; Psiquê", meu amor. Ela me seguiu até em casa, e parece que agora não vai mais me deixar. Tomei uma xícara bem tomada, mas só uma, para não queimar rápido esse amor. Estou feliz, elétrico, contente, pleno, disposto, tudo que não despertava em mim há algum tempo. O sol brilha lindo como ele só porque tomei café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu estou apaixonado pelo café!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112256473138081772?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112256473138081772/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112256473138081772&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112256473138081772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112256473138081772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/07/caf-milagre.html' title='Café Milagre'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112224537426045387</id><published>2005-07-24T19:50:00.000-07:00</published><updated>2005-07-26T06:41:41.006-07:00</updated><title type='text'>Not the right one</title><content type='html'>- I'm not the right one.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentados frente a frente, Later e Home.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vodca, gelo e limão num copo. Cigarro incessante na outra. Será que ele nunca se acaba? Cabelos vermelhos cacheados, descendo até a altura dos seios, inclinada para frente, braço esquerdo dobrado sobre as pernas, saia negra, jaqueta jeans aberta, top preto por baixo. Da última vez que tinha visto, por foto, ele jurava que a esfinge tinha um rosto diferente. Baixava os olhos, não era ele o Édipo que iria resolver esse enigma. Não tinha descoberto nem o que era ficar de pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camisa branca abotoada, até em cima, enfiada por dentro de um jeans, cinto de couro preto com fivela prateada, discreta, relógio de pulso, braços cruzados, cabelos negros lisos, pouco crescidos, quase espetados, olheiras. Fixava a água que sua coca-cola recolhida pelo garçom tinha deixado na mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu pensei...eu não sei...achei que nunca mais iria ver você de novo. Aquele dia foi tão rápido, mas tão inten...Eu não sei bem o que aconteceu, eu pensei em você todo esse tempo, aquilo não me saiu da cabeça. E você não me deixou nem seu telefone. Não respondeu nada. Eu...eu...como você me encontrou? Eu...às vezes fico achando que você nem é real...&lt;br /&gt;- I have my secrets.&lt;br /&gt;- Por que você sempre fala em inglês? Você...essa é só a terceira vez que ouço sua voz...Você não é daqui? É americana, inglesa?&lt;br /&gt;- Wrong question.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse o movimento que sempre me escapava. A reprodução infinita dos cigarros. Nunca deixa de haver um nas mãos dela. Nunca deixa de haver um isqueiro para acendê-los. Esse o movimento que me escapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não entendo você...Seu nome, seu nome é mesmo Home? É um nome estranho...eu sei que o meu também é. Eu só estou tentando enteder.&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Como você me achou?&lt;br /&gt;- You have always been where you were. It was easy.&lt;br /&gt;- Por que você continua a fazer isso comigo? Da outra vez, você simplesmente não falava nada. Agora, fala, mas não diz nada. O que é isso, o que é você? O que você espera que eu faça, Home?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um trago no cigarro e, surpresa, apaga-o antes de terminar, um cigarro que mal tinha fumado, em que mal tinha tocado a boca, a boca de Home, convidativa como um sinal vermelho pede para ser ultrapassado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Devora-me ou te decifro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112224537426045387?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112224537426045387/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112224537426045387&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112224537426045387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112224537426045387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/07/not-right-one.html' title='Not the right one'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112178610854385979</id><published>2005-07-19T12:15:00.000-07:00</published><updated>2005-07-19T08:17:11.283-07:00</updated><title type='text'>Meu blog, meu cosmo</title><content type='html'>Estou muito empolgado com os personagens que estão surgindo dos textos desse blog. São meus próprios deuses, meus próprios mitos, meus instrumentos. Mas, ao mesmo tempo, eles começam a ganhar vida própria e, pedaços de minha personalidade que são, começam a ganhar vida sem que eu nem mesmo perceba. Fogem de mim e eu não estou nem um pouco preocupado em segurá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danger, de "Cheiro de vinagre", é o mais novo integrante e já ganhou minha preferência. Tenho certeza que ainda vou escrever muito sobre ele. Fumante, motorizado, letrado, com um ar de cafajeste infantil, tem um tom urbano que gostei bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O par Home e Later já apareceu em duas histórias, "Read This" e "O céu visto à noite". Sobre eles paira sempre um ar de mistério e surrealismo. As histórias estão bem distanciadas temporalmente e ainda há muitoo que escrever sobre eles. O próximo texto será mais um sobre os dois. Later é instigante, a superação da normalidade perpetrada por ele e sua transformação num corpo-universo me fascinam (e, como ficcionista, intrigam, já que vou ter que falar sobre isso). Home é a mulher-esfinge por excelência. Imagino-a como uma &lt;em&gt;femme fattale &lt;/em&gt;menos exuberante e mais realista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, resta ainda Mr. Despair, que apareceu num dos meus primeiros contos "Onde Andará Mr. Despair". Esse ainda é um grande enigma pra mim, mas já estou começando a pensar em outra história com ele. Já percebi que vou ter que criar um personagem pra encarnar o narrador do conto em que ele aparece a primeira vez. Isso também está sendo formulado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem vários ganchos de personagem a serem explorados. Os contos "Dormir no sofá" e "Goodbye kiss" são dois que podem gerar algo. Ou não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito bom ter um cosmo para brincar de Deus!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112178610854385979?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112178610854385979/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112178610854385979&amp;isPopup=true' title='14 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112178610854385979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112178610854385979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/07/meu-blog-meu-cosmo.html' title='Meu blog, meu cosmo'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112161278401015097</id><published>2005-07-17T12:05:00.000-07:00</published><updated>2005-07-17T09:21:44.186-07:00</updated><title type='text'>Cheiro de vinagre</title><content type='html'>Dirigia. E recordava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali do seu lado, olhos fixos à frente, já havia um minuto que ela não falava nada. Um minuto...O que devia ele fazer? Qual recurso utilizar para converter aquele momento de inexatidão em algo palpável? Piada infame, comentário banal, charme de segunda mão? O que fazer agora que, empedrada depois de uma dieta de coices e cuspes, sua barriga novamente sentia frio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, Danger, você se enxerga demais. Cada momento uma sala dos espelhos. E o que acaba sempre restando pra você são ilusões que sua prórpria mente cria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esse carro tem um cheiro estranho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a fumaça negra que sai da minha cabeça. É a imensidão de vermes que comem meu corpo. É a praga da Bruxa fazendo efeito. É o destino anunciado pelo oráculo se aproximando. É o tempo correndo célere e comendo meus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É vinagre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paro o carro. Acendo um cigarro e olho pro assento vazio. Imagino os contornos dela como o esboço de um desenho. Aquilo melando o céu de azul e amarelo é a madruguda. Posso ter certeza disso. Penso em Leminski:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amar é um elo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;entre o azul&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e o amarelo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Minhas certezas se confundem como cores misturadas numa paleta. Meu braço se apoia na janelo do carro acenando para os corajosos que madrugam comigo nas pistas. Acabo o cigarro na metade e dou partida no carro. Está na hora de esquecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112161278401015097?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112161278401015097/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112161278401015097&amp;isPopup=true' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112161278401015097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112161278401015097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/07/cheiro-de-vinagre.html' title='Cheiro de vinagre'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112144902514350576</id><published>2005-07-15T14:40:00.000-07:00</published><updated>2005-07-15T10:37:05.150-07:00</updated><title type='text'>Get Stoned</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Everybody must get stoned&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Bob Dylan)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well, they'll stone ya when you're trying to be so good,&lt;br /&gt;They'll stone ya just a-like they said they would.&lt;br /&gt;They'll stone ya when you're tryin' to go home.&lt;br /&gt;Then they'll stone ya when you're there all alone.&lt;br /&gt;But I would not feel so all alone,&lt;br /&gt;Everybody must get stoned.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well, they'll stone ya when you're walkin' 'long the street.&lt;br /&gt;They'll stone ya when you're tryin' to keep your seat.&lt;br /&gt;They'll stone ya when you're walkin' on the floor.&lt;br /&gt;They'll stone ya when you're walkin' to the door.&lt;br /&gt;But I would not feel so all alone,&lt;br /&gt;Everybody must get stoned.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;They'll stone ya when you're at the breakfast table.&lt;br /&gt;They'll stone ya when you are young and able.&lt;br /&gt;They'll stone ya when you're tryin' to make a buck.&lt;br /&gt;They'll stone ya and then they'll say, "good luck."&lt;br /&gt;Tell ya what, I would not feel so all alone,&lt;br /&gt;Everybody must get stoned.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well, they'll stone you and say that it's the end.&lt;br /&gt;Then they'll stone you and then they'll come back again.&lt;br /&gt;They'll stone you when you're riding in your car.&lt;br /&gt;They'll stone you when you're playing your guitar.&lt;br /&gt;Yes, but I would not feel so all alone,&lt;br /&gt;Everybody must get stoned.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well, they'll stone you when you walk all alone.&lt;br /&gt;They'll stone you when you are walking home.&lt;br /&gt;They'll stone you and then say you are brave.&lt;br /&gt;They'll stone you when you are set down in your grave.&lt;br /&gt;But I would not feel so all alone,&lt;br /&gt;Everybody must get stoned.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma boa música para essa fase da minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112144902514350576?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112144902514350576/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112144902514350576&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112144902514350576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112144902514350576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/07/get-stoned.html' title='Get Stoned'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112134611702975893</id><published>2005-07-14T12:10:00.000-07:00</published><updated>2005-07-14T14:59:25.133-07:00</updated><title type='text'>O céu visto à noite</title><content type='html'>O caminho inicia-se adornado de pequenas pedrinhas (pontiagudas algumas) que incomodam os pés descalços daquele que aí anda pela primeira vez. Há arbustos ao redor, mas o início do quebra-mar é pedra por dentro e areia por fora, inverso do seu prosseguimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem, vestindo um longo sobretudo marrom, começa o caminho, pisando receoso nas pedras, como um ladrão num assoalho. O vento forte e frio da praia amacia seus finos cabelos negros. Suas mãos estão nos bolsos do sobretudo fechado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho continua e sua configuração muda. As pedras do quebra-mar projetam-se do lado direito, deixando embaixo a areia molhada de lagoinhas formadas pelo mar. A areia vem comendo as pedras pelo outro, ficando no mesmo nível da passagem, marcando os pés de nosso homem com finos grãos. Vento e areia, juntos, cortam fina e delicadamente a pele dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um primeiro encontro e ele se dirige ao fim do quebra-mar, onde está não um farol, como haveria nas boas histórias, mas apenas um bloco de concreto com um sinalizador vermelho. É dia, o sinalizador de nada adiante para ele. Apenas para barcos desavisados que se aproximam perigosamente dos rochedos finais do quebra-mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho, antes do final, novamente ergue as rochas do seu lado direito, dessa vez sobre o começo de ondas do mar, algumas mesmo jorram água na passagem. Do lado esquerdo, agora existem plantas rastejadoras na areia, que evitam o vento rente ao chão, e grandes rochas, como as do lado direito, enterradas na areia, apenas a parte superior para fora. Em alguns pontos, algumas se amontoam. Formam refúgios para inconcebíveis prazeres, pensa nosso homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele recebeu seu recado. Após uma curva no caminho, entrada para a parte final de sua pequena jornada, ele avista o sinalizador, o bloco de concreto e, sentada sobre ele, uma mancha vermelha cujos cabelos castanhos o vento quer levar consigo. É Ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final do caminho consiste em rochedos se projetando em ambos os lados sobre o mar. O que era areia fina no meio do caminho novamente se converte em pedra. Dessa vez, em maior quantidade e mais afiadas. Não é mais um ladrão no assoalho que está andando, mas um suicida num campo minado. As pedras estão molhadas, em falso, pode-se escorregar e cair. É preciso saber onde se pisa, e nosso homem não pode voltar os olhos para cima sem perigo de ir ao chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele finalmente termina seu caminho, perto do bloco de concreto as pedras dão uma trégua, mas o vento dificulta que ele ouça Sua voz. Ainda sim, chega a ele isso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá, Later. Então você recebeu meu recado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem responder, Later tira as mãos dos bolsos, leva-as à altura do pescoço e começa a desabotoar passo-a-passo o sobretudo. Logo que termina sua ação, com um movimento de ombros e ajuda renovada de suas industriosas mãos, ele retira o sobretudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é pele o que aparece por baixo. É uma matéria negra, como o espaço, como o céu olhado à noite. E nessa matéria há vários pontos luminosos, estrelas a gotejar a superfície, são tantas como o céu visto à noite. Seus olhos são dois grandes pulsares, ai! se pudessem ser vistos no céu visto à noite. Na altura do coração, um grande buraco negro a consumir tudo, pedra, areia, mar, sinalizador, concreto, estrela, quebra-mar, o céu visto à noite. E de sua boca, único sol dessa constelação, saem alguns raios de luz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mergulhe no infinito do meu corpo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112134611702975893?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112134611702975893/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112134611702975893&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112134611702975893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112134611702975893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/07/o-cu-visto-noite.html' title='O céu visto à noite'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112093932857236964</id><published>2005-07-09T17:00:00.000-07:00</published><updated>2005-07-17T09:31:01.003-07:00</updated><title type='text'>Dormir no sofá</title><content type='html'>Lembro-me do dia em que você me pediu que dormisse no sofá. Você, com aquela sua calma e suave voz, fez esse pedido incomum - para a cultura masculina, geralmente dormir no sofá vem como ordem - numa fria noite em que eu, propositadamente, havia vestido uma calça moleton - apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me, lembro-me bem que já há algumas semanas sua mão não tocava meu corpo, seu braço não me enlaçava e sua boca não me beijava (in)decentemente. Ah, mas daquela noite não passaria. Quando fomos para baixo das cobertas, proteger-nos do frio chuvoso do inverno nordestino, encontrei não o aconchego do teu ventre quente, mas a mesma resistência fria que a parede do quarto impunha ao vento. E quando sua esquivança médica - dor de cabeça, costas doloridas, cansaço - percebeu que não seria suficiente, você pôs uma ilusão nos meus olhos, abraçou-me carinhosamente, e, com uma voz felina, fez aquele pedido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amor, eu tô muito cansada e você tá todo irrequieto. Acho melhor você dormir no sofá, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não era. Mas resignei-me e, como um marido obediente, fui cumprir o dever de me afastar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sofá. Eu não imaginava ainda que você, peça tão usual e relegada a um papel secundário na arquitetura da casa, pudesse ter contornos tão aconchegantes. Meu corpo naquela noite deitou-se no seu como se ali fosse minha casa, meu útero, minha tumba. Suas mãos impossíveis massagearam minhas costas, mexeram nos meus cabelos e Abraçaram-me. Querido sofá, você me acolheu e me recebeu como legítima esposa, finalmente voou a águia presa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, querida, você vem pedindo meu corpo que já não é seu, meu carinho que gasto em outra amante, meu amor e sexo que você antes rejeitou. Ah, mas agora querida, sua voz felina não vai rasgar mais a pele dos meus desejos. Agora, querida, não é mais com você que eu durmo. Eu durmo com o sofá. Eu quero dormir no sofá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112093932857236964?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112093932857236964/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112093932857236964&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112093932857236964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112093932857236964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/07/dormir-no-sof.html' title='Dormir no sofá'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112093115930823595</id><published>2005-07-09T14:45:00.000-07:00</published><updated>2005-07-09T10:45:59.316-07:00</updated><title type='text'>Nóia</title><content type='html'>De "Fragmentos de um discurso amoroso", Roland Barthes, que está me servindo de auto-ajuda (eca!) pra melhor compreensão de meus fenômenos internos (nossa, que complicado isso...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CIÚME. "Sentimento que nasce no amor e que é produzido pelo temor de que a pessoa amada prefira um outro." (Littré)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"4. Como ciumento, sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me reprovo por sê-lo, porque temo que meu ciúme fira o outro, porque me deixo sujeitar por uma banalidade: sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem disse que Gêmeos é um signo que desconhece o ciúme?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112093115930823595?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112093115930823595/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112093115930823595&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112093115930823595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112093115930823595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/07/nia.html' title='Nóia'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112090349337763202</id><published>2005-07-09T07:00:00.000-07:00</published><updated>2005-07-09T03:11:12.766-07:00</updated><title type='text'>A fada dos dentes, onde está?</title><content type='html'>And from the darkness, someone rises:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se eu tomasse em meus braços esse mundo e o moldasse à minha vontade, ele não seria nem menos injusto nem mais justo, pois minhas mãos são inúteis para refazer aquilo que já está dado, e nada pode ser refeito sem que eu seja refeito, sem que o ato de refazer seja refeito, sem que você seja refeito, sem que o mundo a ser refeito seja refeito. E eu sou continuamente o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será essa a prisão a que estou condenando? Estarei no corredor na morte ou serão essas grades mais uma alucinação? Será essa minha traição ou será que me estão traindo? Onde está o ponto seguro que há pouco me disse:&lt;br /&gt;- Lá está o Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sempre irei abstinadamente, como um frei herege que não quer se desgarrar de sua fé, acreditar na ilusão (barreira da minha sempre almejada meta) de que um dia, quem sabe um dia, irá levantar-se sem medo um sol que irá expulsar-me todo remorso, temor e amargura. Irá erguer-se um gigante para esmagar todo meu ciúme (do que não tenho), toda minha inveja (que me corrói como ferro velho) e toda minha insensatez (que me leva palavras às mãos que nunca imaginei nas minhas digitais). Acredito no novo como um menino espera que venha a fada dos dentes para passar sua dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And to the darkness I walk, without fear, but I regret so many things.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112090349337763202?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112090349337763202/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112090349337763202&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112090349337763202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112090349337763202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/07/fada-dos-dentes-onde-est.html' title='A fada dos dentes, onde está?'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112067033614290471</id><published>2005-07-06T14:20:00.000-07:00</published><updated>2005-07-06T13:00:21.996-07:00</updated><title type='text'>Read this</title><content type='html'>- Read this, Later.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela estranha figura que o tinha olhado fixo quando ele acobertou-se no bar, que o tinha chamado a uma mesa, que tinha resistido petreamente, cigarro após cigarro, a suas perguntas sobre os porquês, comos e o quês de tudo aquilo, que o tinha arrancado de sua via comum com um olhar esfíngico, tirando poeira de séculos sobre o verbo &lt;em&gt;seduzir, &lt;/em&gt;que tinha em relâmpagos pago a conta e se levantado, num flash, sussurou a frase em seu ouvido e sepultou-lhe na mão um pedaço de papel dobrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que restava sentado sozinho àquela mesa de bar? O mesmo homem que cinco minutos atrás procurara um teto para fugir da chuva? O mesmo homem recém-saído do trabalho a caminho da solidão de um apartamento? O mesmo homem de vida regrada e monótona, sem glória alguma para orgulhar-se, sem graça alguma para regozijar-se? O mesmo homem que tanto deixara pra trás em nome de algo que até o nome lhe escapava agora? O que havia àquela mesa, sentado naquela cadeira, era um resto, nem corpo, havia ali só o oco silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como o nascimento da primeira estrela, surgia naquele cemitério de sons um eco, o Primeiro Eco. Começou na testa, entre as sobrancelhas, que se ergueram, altura do terceiro olho, desceu pescoço, dobrou no ombro esquerdo, cambalhotou pelo braço, bateu na mão e abriu um dedo. Começou a desdobrar o papel. Numa foto preto-e-branco daquele enigma havia escrito em letras vermelhas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Just call me Home.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112067033614290471?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112067033614290471/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112067033614290471&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112067033614290471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112067033614290471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/07/read-this.html' title='Read this'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112050551829929985</id><published>2005-07-04T16:30:00.000-07:00</published><updated>2005-07-04T12:31:58.306-07:00</updated><title type='text'>Esse jardim</title><content type='html'>"Estava lá Aquiles, que abraçava&lt;br /&gt;Enfim Heitor, secreto personagem&lt;br /&gt;Do sonho que na tenda o torturava;&lt;br /&gt;Estava lá Saul, tendo por pajem&lt;br /&gt;Davi, que ao som da cítara cantava;&lt;br /&gt;E estavam lá seteiros, que pensavam&lt;br /&gt;Sebastião e as chagas que o mataram.&lt;br /&gt;Nesse jardim, quantos as mãos deixavam&lt;br /&gt;Levar aos lábios que os atraiçoaram!&lt;br /&gt;Era a cidade exata, aberta, clara:&lt;br /&gt;Estava lá o arcanjo incendiado&lt;br /&gt;Sentado ao pés de quem desafiara;&lt;br /&gt;E estava lá um deus crucificado&lt;br /&gt;Beijando uma vez mais o enforcado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Mário Faustino)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde ficará o jardim das reconciliações impossíveis, dos perdões impedidos? Será um jardim onde toda culpa aflora ou resseca? Vingança dos vencidos ou comunhão dos vencedores?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112050551829929985?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112050551829929985/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112050551829929985&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112050551829929985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112050551829929985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/07/esse-jardim.html' title='Esse jardim'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112042168198320790</id><published>2005-07-03T17:15:00.000-07:00</published><updated>2005-07-03T13:14:41.990-07:00</updated><title type='text'>Goodbye kiss</title><content type='html'>Há um túnel escuro à minha frente, e, nesse túnel, quatro portas. À esquerda, logo no início, uma, aberta, ignoro-a. À direita, duas mais: a primeira, aberta também, de onde sai uma luz azul, como a de uma televisão ligada; a segunda está fechada; ignoro-as. Ao fim, uma outra, entreaberta. Não é possível divisar o que ela faz presente, mas eu pressinto. SEI que ali está.&lt;br /&gt;Dou o primeiro passo, o que se chama Receio. Dou o segundo passo, o que se chama Insegurança. Dou o terceiro passo, o que se chama Medo. Dou o quarto passo, o que se chama Ansiedade. Dou o quinto passo, o que se chama Desespero. E chego.&lt;br /&gt;Empurro a porta e a escuridão é rachada pelas luzes que a cidade joga noite afora. Está lá, sim, Ela está lá. Os rasgos da escuridão aparecem contornos. Dorme. De costas para mim, de lado, pernas juntas e levemente dobradas, mãos juntas. Quase a posição de uma penitente, mas essa metáfora a realidade se encarrega de desfazer.&lt;br /&gt;É preciso dar mais um passo e eu sei que ele é o da Solidão. Aproximo-me, curvo-me. Ah, o calor desse corpo...Beijo-lhe, levemente, a face que está exposta. Ergo-me e faço o caminho para fora do túnel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Comentário&lt;/em&gt;: Menos simbólico e mais impreciso do que parece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112042168198320790?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112042168198320790/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112042168198320790&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112042168198320790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112042168198320790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/07/goodbye-kiss.html' title='Goodbye kiss'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112019153776354691</id><published>2005-07-01T01:20:00.000-07:00</published><updated>2005-07-01T11:26:07.296-07:00</updated><title type='text'>Poema de Amor</title><content type='html'>Ao conversar com uma amiga com que há muito tempo não conversava, entendida ela também nas artes da palavra (a maga Cibele), lembrei-me de um poeta americano que também há alguns poucos anos atrás era fixação minha: e.e.cummings (o nome dele se escreve assim em minúscula, mesmo, preferências dele). E lembrei-me do poema que mo apresentou (rará! Usei uma construção correta e arcaica do português! Juntei os pronomes &lt;em&gt;me&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;o&lt;/em&gt; e formei &lt;em&gt;mo&lt;/em&gt;!). Esse é um dos poemas de amor mais belos que já li, tanto a tradução de Augusto de Campos como o original em inglês. Zeca Baleiro o gravou e deu o nome de "Nalgum lugar", palavras iniciais da tradução. Eu já o recitei ou enviei para duas pessoas, mas, para não desgastar nem parecer repetitivo, eu deixei de usá-lo. Afinal, iria parecer que eu só o uso como uma cantada barata. E não é essa minha relação com a poesia. Enfim, aqui vai o poema. Respeitando meus amigos que não sabem inglês, coloco a bela tradução de Augusto de Campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além&lt;br /&gt;de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:&lt;br /&gt;no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,&lt;br /&gt;ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra&lt;br /&gt;embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar&lt;br /&gt;me abres sempre pétala por pétala como a Primavera abre&lt;br /&gt;(tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou se quiseres me ver fechado, eu e&lt;br /&gt;minha vida nos fecharemos belamente, de repente,&lt;br /&gt;assim como o coração desta flor imagina&lt;br /&gt;a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nada que eu possa perceber neste universo iguala&lt;br /&gt;o poder de tua imensa fragilidade: cuja textura&lt;br /&gt;compele-me com a cor de seus continentes,&lt;br /&gt;restituindo a morte e o sempre cada vez que respira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(não sei dizer o que há em ti que fecha&lt;br /&gt;e abre; só uma parte de mim compreende que a&lt;br /&gt;voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)&lt;br /&gt;ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lindo, não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112019153776354691?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112019153776354691/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112019153776354691&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112019153776354691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112019153776354691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/07/poema-de-amor.html' title='Poema de Amor'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-112007081843140132</id><published>2005-06-29T15:45:00.000-07:00</published><updated>2005-06-29T11:46:58.436-07:00</updated><title type='text'>Quanto de cada um</title><content type='html'>Quanto de cada um se perde, quanto de cada se ganha?&lt;br /&gt;Quando eu te olho e você não, que parte de mim foge e que parte de mim fica? O que meu você ganha, o que meu eu perco?&lt;br /&gt;Quando eu falo, que palavra de mim se perde e que palavra em mim resiste? O que você entende, o que eu intenciono?&lt;br /&gt;Quando meu gesto, folha perdida no vento, alcança a praia da ação, que parte do meu corpo se perde no caminho? Que parte minha se sublima, que parte de mim vira vento?&lt;br /&gt;As almas, afinal, transubstanciam-se? Há, afinal, a metempsicose? Joyce, Bloom, Dedalus, respondam-me tríade de esfinges.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The non-sense of life goes on, doesn't it?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pois que no sentir nos volatizamos; ai de nós&lt;br /&gt;que nos exalamos até a exaustão; e de arder em arder&lt;br /&gt;desprendemos aroma cada vez mais fraco. Bem poderia alguém dizer:&lt;br /&gt;Sim, entras no meu sangue, este aposento, a primavera&lt;br /&gt;enchem-se de ti...Mas de que adianta se não nos retém,&lt;br /&gt;se ali sumimos e à sua volta. E aqueles que são belos,&lt;br /&gt;quem os reteria? Ininterruptamente a aparência&lt;br /&gt;surge-lhes na face e vai-se. Como o orvalho da erva matinal,&lt;br /&gt;o que é nosso se desprende de nós, feito o calor de um prato&lt;br /&gt;de comida quente. Oh sorriso, para onde? Oh olhar erguido:&lt;br /&gt;cálida onda nova e efêmera do coração -;&lt;br /&gt;ai de mim: somo &lt;em&gt;isso&lt;/em&gt;, pois. O espaço sideral&lt;br /&gt;em que nos dissolvemos, guarda o nosso gosto? Recolhem os Anjos&lt;br /&gt;na verdade apenas o que deles dimanou,&lt;br /&gt;ou às vezes, como que por descuido, um pouco&lt;br /&gt;da nossa essência junto? Estamos acaso misturados de leve&lt;br /&gt;às suas feições como o vago nos rostos&lt;br /&gt;das mulheres prenhes? Eles não o notam no turbilhonar&lt;br /&gt;do regresso a si próprios. (Como iriam notar?)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído da "Segunda Elegia" de Rainer Maria Rilke, &lt;em&gt;Elegias Duinenses&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-112007081843140132?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/112007081843140132/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=112007081843140132&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112007081843140132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/112007081843140132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/06/quanto-de-cada-um.html' title='Quanto de cada um'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111988737510672592</id><published>2005-06-27T12:50:00.000-07:00</published><updated>2005-06-27T08:52:25.386-07:00</updated><title type='text'>Dia do sol, Dia da lua</title><content type='html'>Se Sunday é o dia do sol e Monday o dia da lua, como é que minhas segundas sempre me iluminam e meus domingos sempre me escurecem? Parece que depois que a noite me fecha aos domingos, uma alvorada de segunda-feira me abre, ergue e renova. Domingo: inverno. Segunda: Verão.&lt;br /&gt;Ora, bolas, mas não deveria ser a segunda-feira o dia das minhas ressacas, quer sejam físicas, morais ou emocionais? Ora, bolas (adorei essa expressão!), mas é exatamente o contrário disso que acontece. Parece que, assim que começa a madrugada de segunda, minhas forças, físicas, morais e emocioanais, vão se recuperando e ao acordar na manhã eu já sou novamente um homem inteiro (quase...).&lt;br /&gt;Talvez minha segunda-feira não seja um verão, mas sim uma primavera, esperando que o outono da semana venha cair suas folhas.&lt;br /&gt;Talvez não sejam todas as segundas-feiras, talvez seja só essa.&lt;br /&gt;Talvez eu não seja feliz.&lt;br /&gt;Talvez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111988737510672592?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111988737510672592/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111988737510672592&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111988737510672592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111988737510672592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/06/dia-do-sol-dia-da-lua.html' title='Dia do sol, Dia da lua'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111981506138745275</id><published>2005-06-26T16:44:00.000-07:00</published><updated>2005-06-26T12:44:21.393-07:00</updated><title type='text'>Gloomy Sundays e Hiatos Criativos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Gloomy Sunday&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sunday is gloomy, the hours are slumberless&lt;br /&gt;Dearest of shadows i live with are numberless&lt;br /&gt;little white flowers will never awaken you&lt;br /&gt;not where the dark coach of sorrow has taken you&lt;br /&gt;angels have no thought of ever returning you&lt;br /&gt;would they be angry if I thought of joining you?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gloomy Sunday&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gloomy sunday, with shadows I spend it all&lt;br /&gt;My heart and I have decided to end it all&lt;br /&gt;Soon there'll be prayers and candels will be lit, I know&lt;br /&gt;Let them not weap, let them know,that I'm glad to go&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Death is a dream, for in death im caressing you&lt;br /&gt;With the last breath of my soul, i'll be blessing you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gloomy Sunday&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dreaming&lt;br /&gt;I was only dreaming&lt;br /&gt;I awake and I find you asleep and deep in my arms&lt;br /&gt;Dear...Darling, I hope that my dream hasnt haunted you&lt;br /&gt;My heart is telling you how much I wanted you&lt;br /&gt;Gloomy Sunday&lt;br /&gt;its absolutely gloomy sunday&lt;br /&gt;Gloomy Sunday&lt;br /&gt;Sunday&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também conhecida como "suicide song". Possui várias gravações recentes (Billie Holliday, Bjork, se eu não me engano Sinead O'Connor), mas a versão original é húngara. Já foi proibida em vários países pelo número de suicídios que tinham relação com ela. Ótima para embalar minhas depressões de domingo.&lt;br /&gt;Ah, podem ficar calmos, eu não sou suicida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Observação&lt;/em&gt;: os que tem um pouco mais de memória devem lembrar-se da série "Fragmentos de um discurso amoroso". Não, eu não a abandoneio. Só não consegui produzir nada digno de ser publicado aqui ainda...Hiatos criativos...Já repararam como eu estou constantemente postando letras de música? É porque a criatividade se esgotou (preciso renovar meu contrato com o diabo...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111981506138745275?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111981506138745275/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111981506138745275&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111981506138745275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111981506138745275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/06/gloomy-sundays-e-hiatos-criativos.html' title='Gloomy Sundays e Hiatos Criativos'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111953289074237219</id><published>2005-06-23T10:20:00.000-07:00</published><updated>2005-06-23T06:21:30.746-07:00</updated><title type='text'>Edson</title><content type='html'>Prometo e cumpro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá estou eu dançando e me agarrando loucamente com Manuela, quando, de repente, não mais que de repente, vejo uma figura alta, magra, barba mal feita, camisa de botão preta, parada a me olhar: Edson.&lt;br /&gt;Edson é O Homem, O Cara. Vou contar a história de como o conheci e de como me tornei amigo dele.&lt;br /&gt;Eu o conheci através de Andrea, minha ex-namorada, que tinha um grande amigo chamado Anderson. Edson namorava irmã de Anderson, Úrsula, então nós nos víamos de vez em quando. Esse foi meu primeiro contato com ele.&lt;br /&gt;Depois disso, encontrei Edson num contexto completamente diferente. As eleições estudantis para o DCE da Universidade Tiradentes. Lá estava eu na minha época de político dando uma força (muito pequena, é verdade) pro pessoal, quando o vejo como um dos mais engajados participantes da chapa. Já comecei daí a ter um pouco mais de contato com ele.&lt;br /&gt;Tudo seguia na vida como se fôssemos ser apenas mais dois conhecidos que se falam de vez em quando, se cumprimentam na rua, levantam as sobrancelhas pra dizer "oi" e vão embora. Mas a vida tem caminhos engraçados. Estou certo dia no tradicional bar fudido de Aracaju, ponto de encontro da juventude descolada e angustiada dessa pequena cidade, o Big Brother, e, depois de várias cervejas, começo a ter uma conversa super alto-astral com essa figura que é Edson. Conversamos sobre tudo, mas tínhamos em comum uma decepção amorosa. Estávamos os dois em fim de relacionamentos, e o espírito jocoso-melancólico dos dois logo se identificou. Lembro que nesse mesmo dia fomos no carro dele para o mercado tomar café-da-manhã (sim, sim, nós amanhecemos o dia no Big Brother) no mercado central, ainda trocando amarguras sobre nossas mulheres. Fui dormir nesse dia com a sensação de ter ganhado um grande amigo.&lt;br /&gt;E isso se confirmou nos dois meses seguintes. A noite no Oi Beach Bar, o ano novo na Praia do Francês, o boliche com os primos dele (e a maravilhosa e esnobe Natasha, também prima dele), e, principalmente, porque o cara simplesmente foi a conexão para meus dois outros grandes amigos da atualidade: Mingau e Aragão. Esse cara foi crucial na reviravolta que minha vida deu.&lt;br /&gt;Mas o filho-da-puta tinha que ir embora pra Sâo Paulo. Do nada, sem se despedir, no típico estilo Edson de ser, sumindo sem dar satisfação a ninguém. E, eu, com cara de besta, fiquei a jogar pragas na distância, que me tirava de perto mais uma grande amizade.&lt;br /&gt;Mas, então, alguns meses depois, ele me aparece em pleno Forró Caju, recém-chegado de São Paulo. E eu percebo como é bom sentir carinho, intimidade e admiração por um outro cara. É bom saber que se tem um amigo.&lt;br /&gt;Edson, Mingau, Aragão, eu AMO todos vocês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111953289074237219?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111953289074237219/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111953289074237219&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111953289074237219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111953289074237219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/06/edson.html' title='Edson'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111953164568521265</id><published>2005-06-23T10:00:00.000-07:00</published><updated>2005-06-23T06:00:45.690-07:00</updated><title type='text'>Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me</title><content type='html'>E eis, que pela manhã, The Smiths me revelam o que eu já sabia:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Last night I dreamt&lt;br /&gt;That somebody loved me&lt;br /&gt;No hope, no harm&lt;br /&gt;Just another false alarm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Last night I felt&lt;br /&gt;Real arms around me&lt;br /&gt;No hope, no harm&lt;br /&gt;Just another false alarm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So, tell me how long&lt;br /&gt;Before the last one ?&lt;br /&gt; And tell me how long&lt;br /&gt;Before the right one ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; The story is old - I know&lt;br /&gt;But it goes on&lt;br /&gt;The story is old - I know&lt;br /&gt;But it goes on&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, goes on&lt;br /&gt;And on&lt;br /&gt;Oh, goes on&lt;br /&gt;And on&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111953164568521265?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111953164568521265/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111953164568521265&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111953164568521265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111953164568521265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/06/last-night-i-dreamt-that-somebody.html' title='Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111938461609288142</id><published>2005-06-21T17:10:00.000-07:00</published><updated>2005-06-21T13:10:16.096-07:00</updated><title type='text'>Terra firme</title><content type='html'>Estou decidido. Isso é uma raridade na minha vida. Eu sou o tipo de homem que demora, demora, demora, mas um dia chega a uma conclusão. Aí, demora, demora, demora, e age.&lt;br /&gt;- E aí, presta estar decidido?&lt;br /&gt;Presta nada. É uma merda. Em especial ESSA decisão. Eu preferiria mil vezes continuar nesse clima "deixa a vida me levar". Mas não dá não....&lt;br /&gt;Sempre que a gente fala em deixar a vida nos levar, lá vem aquela metáfora mais batida do que o carro do Airton Senna: a vida é como um rio, blablabla...Porra, se essa vida for um rio, eu acho que entrei de canoinha numa daquelas corredeiras loucas, cheias de pedras, cachoeiras, redemoinhos, monstro do lago Ness.&lt;br /&gt;Chega. A canoinha aqui já levou porrada demais dessa vida que não sabe pra onde nos leva. Eu quero é a terra firme.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111938461609288142?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111938461609288142/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111938461609288142&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111938461609288142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111938461609288142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/06/terra-firme.html' title='Terra firme'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111931074693118292</id><published>2005-06-20T20:51:00.000-07:00</published><updated>2005-06-20T16:39:06.936-07:00</updated><title type='text'>Bom dia</title><content type='html'>De que são feitos os bons dias? Um acordar preguiçoso, uma luz gentil, um sorriso sincero, um suco de laranja claro como o sol, família feliz ao seu redor, girando e girando num carrossel que só lhe quer feliz. A felicidade é heliocêntrica, é um querer que tudo gire ao seu redor. Minha cachorra me pede uma carona, me espera no banco do carro, "vamos sair juntos?". Amigos me abraçam, me cumprimentem, me felicitam . Como esse verbo anda apagado, um verbo tão bonito e caridoso, esse "felicitar"...&lt;br /&gt;Quando as luzes se apagam, a felicidade mostra que sua face lunar. As bebidas começam a descer pelas gargantas, a música enche o ambiente, um grande amigo me faz companhia:&lt;br /&gt;- Miguel?&lt;br /&gt;- Não, mãe, Mingau.&lt;br /&gt;Gula: comamos e bebamos. Vocês, iniciados nessas artes, fumem. Vamos, vamos todos, a festa não acabou, só mudou de lugar, vamos, vamos todos.&lt;br /&gt;Gente, gente, gente. Geraldo Azevedo acaba celebrando nossa chegada. Vamos, vamos todos beber, dançar, é a quadrilha "Pau no cú" no arraial. Minha voz rouca de batman não vai me abalar ("Do I look like a cop?"). Vamos, Manuela, me beija agora.&lt;br /&gt;Não, não, isso não vai me abalar. Vamos, vamos, vamos dançar, Alice.&lt;br /&gt;São três horas da manhã, promessas são promessas, vamos, vamos, Raphael, Yo, Mingau, Alice.&lt;br /&gt;Vamos, vou dormir, já são quatro da manhã. Obrigado, dia, você foi bom comigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111931074693118292?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111931074693118292/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111931074693118292&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111931074693118292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111931074693118292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/06/bom-dia.html' title='Bom dia'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111910202502673362</id><published>2005-06-18T06:33:00.000-07:00</published><updated>2005-06-18T06:40:25.030-07:00</updated><title type='text'>Leaving on a jet plane</title><content type='html'>Esqueçam a circunstância e viajem. É isso. Bem que podia ser isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leaving on a jet plane&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(John Denver )&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*Interpretada por Bjork e PJ Harvey fica bem melhor&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'm ... I'm ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;All my bags are packed, I'm ready to go&lt;br /&gt;I'm standin' here outside your door&lt;br /&gt;I hate to wake you up to say goodbye&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But the dawn is breakin', it's early morn&lt;br /&gt;The taxi's waitin', he's blowin' his horn&lt;br /&gt;Already I'm so lonesome I could die&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So kiss me and smile for me&lt;br /&gt;Tell me that you'll wait for me&lt;br /&gt;Hold me like you'll never let me go&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Cause I'm leaving on a jet plane&lt;br /&gt;I don't know when I'll be back again&lt;br /&gt;Oh, babe, I hate to go&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'm ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There's so many times I've let you down&lt;br /&gt;So many times I've played around&lt;br /&gt;I'll tell you now, they don't mean a thing&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Every place I go, I think of you&lt;br /&gt;Every song I sing, I sing for you&lt;br /&gt;When I come back I'll wear your wedding ring&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So kiss me and smile for me&lt;br /&gt;Tell me that you'll wait for me&lt;br /&gt;Hold me like you'll never let me go&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Cause I'm leaving on a jet plane&lt;br /&gt;I don't know when I'll be back again&lt;br /&gt;Oh, babe, I hate to go&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Now the time has come to leave you&lt;br /&gt;One more time, oh, let me kiss you&lt;br /&gt;And close your eyes and I'll be on my way&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dream about the days to come&lt;br /&gt;When I won't have to leave alone&lt;br /&gt;About the times that I won't have to say ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, kiss me and smile for me&lt;br /&gt;Tell me that you'll wait for me&lt;br /&gt;Hold me like you'll never let me go&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Cause I'm leaving on a jet plane&lt;br /&gt;I don't know when I'll be back again&lt;br /&gt;Oh, babe, I hate to go&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And I'm leaving on a jet plane&lt;br /&gt;I don't know when I'll be back again&lt;br /&gt;Oh, babe, I hate to go&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But I'm leaving on a jet plane&lt;br /&gt;(Ah ah ah ah)&lt;br /&gt;Leaving on a jet plane&lt;br /&gt;(Ah ah ah ah)&lt;br /&gt;Leaving on a jet plane&lt;br /&gt;(Ah ah ah ah)&lt;br /&gt;....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111910202502673362?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111910202502673362/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111910202502673362&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111910202502673362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111910202502673362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/06/leaving-on-jet-plane.html' title='Leaving on a jet plane'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111897553581276214</id><published>2005-06-16T23:32:00.000-07:00</published><updated>2005-06-16T19:32:15.816-07:00</updated><title type='text'>Só o erro tem vez</title><content type='html'>Eu queria ser um copista medieval. Poder errar sem ver meu erro, e, errando, criar o novo. Do meu coxo latim, nascer uma língua nova, fazer brotar uma flor do Lácio.  Queria que meu erro fosse um fruto que gerasse vida, e não a marca da morte. Por que, afinal, estar sempre certo? Por que escrever certo, mesmo por de linhas tortas? Por que não escrever torto por linhas tortas, errar até o fim. E do fim que nasça um novo mundo, falso, errado, manco e vagabundo, um mundo onde o erro tenha sempre a sua vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Erra uma vez&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(paulo leminski)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;nunca cometo o mesmo erro&lt;br /&gt;duas vezes&lt;br /&gt;já cometo duas três&lt;br /&gt;quatro cinco seis&lt;br /&gt;até esse erro aprender&lt;br /&gt;que só o erro tem vez&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111897553581276214?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111897553581276214/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111897553581276214&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111897553581276214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111897553581276214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/06/s-o-erro-tem-vez.html' title='Só o erro tem vez'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111895564831945703</id><published>2005-06-16T18:00:00.000-07:00</published><updated>2005-06-16T14:00:49.190-07:00</updated><title type='text'>Ano novo, vida nova?</title><content type='html'>É, eu poderia considerar meus aniversários (hoje para os infames desavisados) , como marcos de vida nova. Eu poderia começar a fazer isso. Até hoje, no mínimo, uma data festiva. De hoje em diante, quem sabe, apocalipses. Morreres do velho para o nascimento do novo. Preciso matar algo para alimentar minha sede de revolução. Vítimas, mostrem o peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Brinde&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(José Paulo Paes)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ano novo: vida&lt;br /&gt;nova&lt;br /&gt;dívidas novas&lt;br /&gt;dúvidas novas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ab ovo outra&lt;br /&gt;vez: do revés&lt;br /&gt;ao talvez (ou&lt;br /&gt;tanto faz como fez)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hora zero: soma&lt;br /&gt;do velho?&lt;br /&gt;idade do novo?&lt;br /&gt;o nada: um ovo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;salve(-se) o ano novo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111895564831945703?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111895564831945703/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111895564831945703&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111895564831945703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111895564831945703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/06/ano-novo-vida-nova.html' title='Ano novo, vida nova?'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111826461020043956</id><published>2005-06-08T18:04:00.000-07:00</published><updated>2005-06-08T14:03:30.203-07:00</updated><title type='text'>Mensagens</title><content type='html'>Eu sou um cara muito carente. De atenção, de carinho, de juízo. Um dos sintomas principais da minha carência é minha obsessão pelo meu celuar. Algumas pessoas apenas os tem por perto, outras nem ligam para ele, outros ainda não conseguem viver sem ele. Eu sou um caso à parte: eu tenho obsessão pelo meu celular. Não posso ficar longe dele. Sempre fico pensando que alguém vai ligar, que alguém vai mandar mensagem. Na verdade, eu sempre penso que quem faz tudo isso é aquele alguém especial. Mas ligaçõe inesperadas dos amigos, só pra conversar ou chamar pra sair já são o suficiente. Me sinto lembrado. Tenho certeza que ainda estou aqui.&lt;br /&gt;O maior símbolo disso pra mim são as mensagens. Eu vivo esperando uma mensagem. Sabe aquela mensagem que você termina de ler e passa o dia bem, , elétrico, tranquilo, simplesmente FELIZ. Pois é, eu vivo esperando por essa mensagem. Quer me deixar alegre? Me manda uma mensagem. Quer me encantar? Me manda uma mensagem interessante. Quer me ganhar? Me surpreende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esclarecimento: para todos aqueles que estão se perguntado "Mas você não devia estar corrigindo redação?"....é, eu também estou me perguntando isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111826461020043956?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111826461020043956/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111826461020043956&amp;isPopup=true' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111826461020043956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111826461020043956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/06/mensagens.html' title='Mensagens'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111823712774934395</id><published>2005-06-08T10:25:00.000-07:00</published><updated>2005-06-08T06:25:27.753-07:00</updated><title type='text'>Poemas para Brincar</title><content type='html'>Poemas para brincar é o nome de um livro do José Paulo Paes que me marcou quando criança. E olha que naquela época eu nem me dava conta de quem era José Paulo Paes. As ilustrações, feitas por Luiz Maia, também são incríveis. Um ótimo livro para apresentar a poesia ao público infantil. Pra vocês apreciarem, vai aí minha parte predileta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alfabeto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;ulas: período de interrupção das férias.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;B&lt;/strong&gt;erro: o som produzido pelo martelo quando bate no dedo da gente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;C&lt;/strong&gt;aveira: a cara da gente quando a gente não for mais gente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;edo: parte do corpo que não deve ter muita intimidade com o nariz.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;xcelente: lente muito boa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;F&lt;/strong&gt;orro: o lado de fora do lado de dentro.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;G&lt;/strong&gt;irafa: bicho que, quando tem dor de gargante, é um deus-nos-acuda.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;H&lt;/strong&gt;oje: o ontem de amanhã ou o amanhã de ontem.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I&lt;/strong&gt;sca: cavalo de Tróia para peixe.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;J&lt;/strong&gt;anela: porta de ladrão.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;L&lt;/strong&gt;uz: coisa que se apaga, mas não com borracha.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;M&lt;/strong&gt;inhoca: cobra no jardim-de-infância.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;uvem: algodão que chove.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;vo: filho da galinha que foi mãe dela.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;ulo: esporte inventado pelos buracos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q&lt;/strong&gt;ueixo: parte do corpo que depois de um soco vira queixa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;R&lt;/strong&gt;ei: cara que ganhou coroa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;opapo: o que acontece quando só papo não adianta.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;ombo: o que acontece entre o escorregão e o palavrão.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;rgente: gente com pressa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;V&lt;/strong&gt;agalume: besouro guarda-noturno.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;X&lt;/strong&gt;ará: o outro que sou eu.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Z&lt;/strong&gt;ebra: bicho que tomou sol atrás das grades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Esclarecimento&lt;/em&gt;: A série "Fragmentos de um discurso amoroso" volta depois que eu terminar de corrigir duzentas redações em dois dias. Huhu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111823712774934395?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111823712774934395/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111823712774934395&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111823712774934395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111823712774934395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/06/poemas-para-brincar.html' title='Poemas para Brincar'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111810731198227765</id><published>2005-06-06T22:22:00.000-07:00</published><updated>2005-06-06T18:21:51.986-07:00</updated><title type='text'>Fragmentos de um discurso amoroso - Abismo e Abraço</title><content type='html'>Inicio hoje a série "Fragmentos de um discurso amoroso", baseado no livro homônimo de Roland Barthes cuja leitura iniciei também hoje. Desde que o tinha visto escondido no caos do livreiro da universidade, que li seu índice e vi, sem o saber nomear assim, uma "enciclopédia da cultura afetiva" (não são essas as pretensões do autor), surgiu minha compulsão. Mais um elemento da minha vida a sussurar inaudível: "devora-me ou te decifro". Pois, então, depois de um dia de leitura compulsiva e aleatória de seus vários capítulos, fruindo uma leitura meio poética meio acadêmica, decidi-me que iria tentar converter minhas experiências de leitura desse livro, trituradas na máquina-de-moer das minhas vivências, em poemas. É o vício da metalinguagem me atacando novamente. Tomara que não seja mais uma das empreitadas que eu deixo me esperando pelo resto da vida, relegadas a um semi-esquecimento que chega a dar pena.&lt;br /&gt;Abaixo vão o fruto dos dois primeiros capítulos. Desde já digo que os poemas poderão conter citações textuais do livro, como o são os versos "morte livre do morrer", de Abismo, e "criança de pau duro", de Abraço.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Abismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fixa-me o abismo,&lt;br /&gt;morte livre do morrer.&lt;br /&gt;De mágoa, ou de fusão,&lt;br /&gt;torno-me difuso,&lt;br /&gt;plúmbea manhã.&lt;br /&gt;Caio do Imaginário&lt;br /&gt;na tumba comum das paixões&lt;br /&gt;e vou-me ao além&lt;br /&gt;que não é o outro.&lt;br /&gt;Penso e desejo uma&lt;br /&gt;morte livre do morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Abraço&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraçado a minha amada&lt;br /&gt;(re)encontro os prazeres do ventre:&lt;br /&gt;acolhe-me como mãe e minha mulher.&lt;br /&gt;Eu, Eros,&lt;br /&gt;criança de pau duro,&lt;br /&gt;entrevejo a plenitude&lt;br /&gt;e quero mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111810731198227765?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111810731198227765/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111810731198227765&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111810731198227765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111810731198227765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/06/fragmentos-de-um-discurso-amoroso.html' title='Fragmentos de um discurso amoroso - Abismo e Abraço'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111801091240026613</id><published>2005-06-05T19:35:00.000-07:00</published><updated>2005-06-05T15:36:06.313-07:00</updated><title type='text'>Devora-me ou te decifro</title><content type='html'>Todo, todo cambia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha sina foi ser copista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta de carinho. Porra, sinto falta de carinho seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Que trazes em teus olhos,&lt;br /&gt;negro e solene?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu pensamento triste&lt;br /&gt;que sempre fere."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devora-me ou te decifro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111801091240026613?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111801091240026613/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111801091240026613&amp;isPopup=true' title='53 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111801091240026613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111801091240026613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/06/devora-me-ou-te-decifro.html' title='Devora-me ou te decifro'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>53</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111780400308519424</id><published>2005-06-03T10:08:00.000-07:00</published><updated>2005-06-03T06:07:52.993-07:00</updated><title type='text'>Karma poético</title><content type='html'>Paulo Leminski deve ser meu karma poético. Tantos poemas conseguem me tocar, me entender, me consolar, me doer. Os poemas de leminski são minhas amantes à noite, me mantendo acordado ou sonolento, abatido ou revigorado. Tento penetrar pela carne de suas palavras, às vezes falho, às vezes me repelem. Mas, ah!, a explosão de prazer, ínfimos contatos da alma, quando dentro deles consigo estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ais ou menos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(oração pela descrença)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor,&lt;br /&gt;peço poderes sobre o sono&lt;br /&gt;esse sol em que me ponho&lt;br /&gt;a sofrer meus ais ou menos,&lt;br /&gt;sombra quem sabe, dentro de um sonho.&lt;br /&gt;Quero forças para o salto&lt;br /&gt;do abismo onde me encontro&lt;br /&gt;ao hiato onde me falto.&lt;br /&gt;Por dentro de mim, a pedra,&lt;br /&gt;e, aos pés da pedra,&lt;br /&gt;essa sombra, pedra que se esfalfa.&lt;br /&gt;Pedra, letra, estrela à solta&lt;br /&gt;sim, quero viver sem fé,&lt;br /&gt;levar a vida que falta&lt;br /&gt;sem nunca saber quem é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111780400308519424?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111780400308519424/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111780400308519424&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111780400308519424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111780400308519424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/06/karma-potico.html' title='Karma poético'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111773889020003916</id><published>2005-06-02T16:03:00.000-07:00</published><updated>2005-06-02T12:03:40.460-07:00</updated><title type='text'>Essa língua portuguesa</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Frase da semana&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hull emprega o constructo hipotético-dedutivo da resposta fracionada antecipatória ao excitante-finalidade como mediador, atribuindo às respostas fracionadas a capacidade de produzir estímulos, internamente. Os erros de datilografia, para Hull, são, usualmente, do tipo antecipatório."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu me pergunto: por que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Palavra da semana&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mandriice&lt;/em&gt;: preguiça à moda antiga. Imaginem como era ficar sem nada pra fazer lá nos idos de 1800, sem essa correria de hoje. Tempo para cochilar depois do almoço, ver a grama crescer, namorar numa rede assistindo ao pôr-do-sol. Ah, a mandriice devia ser uma delícia. Hoje, nem pra preguiça se tem tempo. Portanto, da próxima vez que você estiver curtindo seu momento mais do que necessário de ócio e alguém lhe chamar de preguiçoso ou vagabundo, entorte a cabeça do salafrário respondendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Preguiçoso, não, mandrião!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111773889020003916?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111773889020003916/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111773889020003916&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111773889020003916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111773889020003916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/06/essa-lngua-portuguesa.html' title='Essa língua portuguesa'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111757635679612595</id><published>2005-05-31T18:52:00.000-07:00</published><updated>2005-05-31T14:53:59.546-07:00</updated><title type='text'>David lynchou minha mente</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Resultados da maratona David Lynch de filmes:&lt;/strong&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;"Essa é uma jaqueta de couro de cobra. Ela representa minha individualiade e minha crença na liberdade pessoal"&lt;br /&gt;"Agora está escuro"&lt;br /&gt;"Bata em mim!"&lt;br /&gt;"Eu não tive orientação materna ou paterna"&lt;br /&gt;"Mantenha-se vivo por amor a Van Gogh"&lt;br /&gt;"O medo mata a mente"&lt;br /&gt;"Não nos conhecemos de algum outro lugar?"&lt;br /&gt;"In dreams I walk with you"&lt;br /&gt;"She wore bluuuuuuuue velvet"&lt;br /&gt;"Love me tender" (cantada com o nariz quebrado em cima de um capô de carro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Resultados de conversas filosóficas + icekiss:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"De acordo com a mecânica newtoniana, a vida é doce e gostosa" (em parceria com raphael)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111757635679612595?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111757635679612595/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111757635679612595&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111757635679612595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111757635679612595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/05/david-lynchou-minha-mente.html' title='David lynchou minha mente'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111738107034372650</id><published>2005-05-29T12:38:00.000-07:00</published><updated>2005-05-29T08:40:02.706-07:00</updated><title type='text'>Jobim me surpreende pela manhã</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Água de Beber&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Antonio Carlos Jobim e Vinícius de Morais)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quis amar mas tive medo&lt;br /&gt;E quis salvar meu coração&lt;br /&gt;Mas o amor sabe um segredo&lt;br /&gt;O medo pode matar o coração&lt;br /&gt;Água de beber&lt;br /&gt;Água de beber, camará&lt;br /&gt;Eu nunca fiz coisa tão certa&lt;br /&gt;Entrei pra escola do perdão&lt;br /&gt;A minha casa vive aberta&lt;br /&gt;Abri todas as portas do coração&lt;br /&gt;Eu sempre tive uma certeza&lt;br /&gt;Que só me deu desilusão&lt;br /&gt;É que o amor é uma tristeza&lt;br /&gt;Muita mágoa demais&lt;br /&gt;Para um coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém sabe o endereço dessa "escola do perdão"?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111738107034372650?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111738107034372650/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111738107034372650&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111738107034372650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111738107034372650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/05/jobim-me-surpreende-pela-manh.html' title='Jobim me surpreende pela manhã'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111734465975019745</id><published>2005-05-29T02:30:00.000-07:00</published><updated>2005-05-29T07:00:24.246-07:00</updated><title type='text'>Que tal um pouco de felicidade?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;AUTO- CENSURADO. ME RESERVO O DIREITO DE NÃO DAR EXPLICAÇÕES.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu escrevo cada vez me faz mais sentido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Felicidade então pra nós seria &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a chama fosse fria,&lt;br /&gt;Se o risco não houvesse,&lt;br /&gt;Se voar fosse possível,&lt;br /&gt;Se cair não machucasse,&lt;br /&gt;Se a luz fosse verdade,&lt;br /&gt;E a comunhão existisse,&lt;br /&gt;Felicidade então pra nós seria&lt;br /&gt;Mais que vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas meu coração se queima em incêndios,&lt;br /&gt;Vende a alma na loteria,&lt;br /&gt;Voa prevendo a queda,&lt;br /&gt;Cai no chão como se não houvesse,&lt;br /&gt;Enche-se de escuridão&lt;br /&gt;E à noite dorme sozinho.&lt;br /&gt;Felicidade então pra nós será&lt;br /&gt;Apenas vontade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111734465975019745?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111734465975019745/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111734465975019745&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111734465975019745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111734465975019745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/05/que-tal-um-pouco-de-felicidade.html' title='Que tal um pouco de felicidade?'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111706566603168057</id><published>2005-05-25T21:01:00.000-07:00</published><updated>2005-05-25T17:01:06.036-07:00</updated><title type='text'>O astronauta vesgo</title><content type='html'>Começar a pagar as promessas. Não vou comentar o poema "Esse nosso velho amigo, o tempo" hoje não. Mais tarde eu faço pose de crítico literário ou de intelectual problemático. Por agora, um pouco de sessão retrô. Taí um poema que talvez seja o melhor que eu já escrevi até hoje. Claro que eu não percebi isso durante um tempão, apesar de um amigo letrado ter me apontado ele como um dos meus melhores. Ele tem uma simplicidade jocosa meio José Paulo Paes (foi influência direta) com uma reflexão interessante sobre a vida. É o máximo que consigo dizer sobre ele agora. Curtam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O astronauta vesgo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gagárin não viu,&lt;br /&gt;mas o mundo gira torto.&lt;br /&gt;É a obliquidade da alma&lt;br /&gt;que faz todo homem coxo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111706566603168057?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111706566603168057/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111706566603168057&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111706566603168057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111706566603168057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/05/o-astronauta-vesgo.html' title='O astronauta vesgo'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111687132708580042</id><published>2005-05-23T15:03:00.000-07:00</published><updated>2005-05-24T05:39:43.156-07:00</updated><title type='text'>Onde andará Mr. Despair?</title><content type='html'>A primeira vez que vi Mr. Despair ele estava sentado na cadeira giratória do meu quarto. É claro que naquela época meu quarto não tinha poltrona giratória, mas lá estava ele. Eu tinha acabado de chegar de uma festa, a escuridão da madrugada não me deixava divisar o rosto dele, só suas longas pernas apoiadas na minha cama tinham relevo. A pouca luz que as janelas do meu quarto deixavam entrar me descotinava um pedaço de ombro nu.&lt;br /&gt;Quando penso em Mr. Despair, imagino logo seus pés e seu ombro, singelo ombro. Sua presença era uma nuvem quente que ocupava meu quarto. Ele não iria sair de lá. Um suspiro longo confirmou sua presença, e o barulho sutil de uma garrafa sendo erguida do chão delatou seu gesto. Um gole longo, a nuvem quente se espessou.&lt;br /&gt;Fechei a porta devagar, como sempre faço, e minha mão já quase estava no interruptor do ventilador de teto quando ele falou:&lt;br /&gt;- Não ligue, por favor. Está bem assim.&lt;br /&gt;A voz de Mr. Despair não soou rouca, profunda, áspera ou de qualquer modo calejada. Era uma voz suave, porém forte, e a nuvem quente se tornou ácida com seu hálito. Era uma voz cultivada para a mansidão, que se ouvia pouco, guardando-se para as horas certas: gritos alucinados, risadas contidas, e confissões ao pé do ouvido.&lt;br /&gt;Tirei minha camisa, meus tênis, minhas meias, com a pressa e embriaguez de um fim de noite. Sentei-me na cama, encostei-me nas amolfadas, uma perna jogada para fora, a cabeça recostada num dos braços. Comecei a fechar os olhos, descansar a vista, para poder me acostumar àquela escuridão.&lt;br /&gt;Minhas janelas vacilaram e a luz da madrugada começava a romper a aura de sombras de Mr. Despair. Vi seu rosto: firme, sólido, resoluto. Os olhos me feriram ao refletir a luz. Eram de uma cor que só a escuridão saberia dizer. Seu tronco estava nu, e era de poucos pêlos. A garrafa era uma vodca barata.&lt;br /&gt;A nuvem quente me obrigou tirar minhas calças e ficar nu. Deitei, a madrugada começava a pesar nos meus olhos. Mr. Despair se despediu suspirando:&lt;br /&gt;- Está certo. Podemos começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vladimir lê: &lt;em&gt;Onde andará Dulce Veiga?&lt;/em&gt;, de Caio Fernando Abreu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111687132708580042?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111687132708580042/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111687132708580042&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111687132708580042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111687132708580042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/05/onde-andar-mr-despair.html' title='Onde andará Mr. Despair?'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111663114727663253</id><published>2005-05-20T20:20:00.000-07:00</published><updated>2005-05-20T16:21:17.300-07:00</updated><title type='text'>Yes, I'm Mad About You!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;The Final Frontier&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Anita Baker)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tell me why&lt;br /&gt;I love you like I do,&lt;br /&gt;Tell me who&lt;br /&gt;can stop my heart&lt;br /&gt;as much as you,&lt;br /&gt;Tell me all your secrets, and I'll&lt;br /&gt;tell you most of mine,&lt;br /&gt;They say nobody's perfect,&lt;br /&gt;well, thats really true this time&lt;br /&gt;I dont have the answers,&lt;br /&gt;I dont have a plan&lt;br /&gt;All I have is you,&lt;br /&gt;So darling, help me understand&lt;br /&gt;(What we do) - you can whisper in my ear&lt;br /&gt;(Where we go) - who knows what happens after here&lt;br /&gt;Let's take each other's hand as we jump&lt;br /&gt;in to the Final Frontier&lt;br /&gt;I'm mad about you baby,&lt;br /&gt;Mad About You...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprei o box de DVD do Mad About You! 21 episódios para eu assistir quando estiver na fossa e ficar mais na fossa desejando ser o casal mais foda que já vi na ficção televisiva. Neuróticos, engraçados, auto-críticos, enrolados, problemáticos, complexados: tudo que eu queria ser quando crescesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardem! Em breve, maratona Mad About You aqui em casa! Nem todos estão convidados (tão pensando o quê? Que minha casa é a casa da mãe Joana? Que cabe todo mundo aqui? Desentrosa, cambada de malandro!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois tem mais poesia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111663114727663253?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111663114727663253/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111663114727663253&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111663114727663253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111663114727663253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/05/yes-im-mad-about-you.html' title='Yes, I&apos;m Mad About You!'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111646628432478774</id><published>2005-05-18T22:20:00.000-07:00</published><updated>2005-05-18T18:31:24.326-07:00</updated><title type='text'>Esse nosso velho amigo, o tempo</title><content type='html'>Vou começar postando alguns poemas que escrevi nesses últimos cinco meses. Eu já fui "escrevedor" de poemas compulsório. Na adolescência, eu era perito em fazer poemas de amor totalmente piegas. Quando fiz a última faxina no meu quarto, joguei a grande maioria fora. Isso pra quem tinha umas cem páginas com poemas escritos. Ainda tenho em casa alguns mais aproveitáveis dessa época e outras coias que escrevi ao longo do tempo. Depois da universidade e do contato com alguns autores mais moderninhos, saí da pieguice e fui prum experimentalismo devaneante que produziu muita poema ruim. Só uns dois anos atrás eu consegui produzir algo que ainda hoje me dê orgulho. Mesmo assim, são muito poucos os que passam ilesos pela minha auto-crítica. Eu exijo muito de mim mesmo. Não me contento com pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esse nosso velho amigo, o tempo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo, esse nosso velho amigo,&lt;br /&gt;que nos embala, filhos a dormir,&lt;br /&gt;pelo sono da vida afora,&lt;br /&gt;só ele, o tempo,&lt;br /&gt;é que pode nos dizer&lt;br /&gt;com a voz acalentadora das mães&lt;br /&gt;que será de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo, esse nosso velho amigo,&lt;br /&gt;tão próximo que não ser pode tocado,&lt;br /&gt;é quem nos ensina apaixonado&lt;br /&gt;os caminhos da desilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo, esse nosso velho amigo,&lt;br /&gt;que nunca deixará de ser&lt;br /&gt;nosso eterno e amável carrasco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu estiver com mais paciência eu faço a minha crítica ao poema...E tento explicá-lo também....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: O problema dos comentários foi resolvido, já podem comentar sem medo de ser feliz. Foi só fazer umas alterações nas definições aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111646628432478774?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111646628432478774/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111646628432478774&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111646628432478774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111646628432478774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/05/esse-nosso-velho-amigo-o-tempo.html' title='Esse nosso velho amigo, o tempo'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12953953.post-111629488383067469</id><published>2005-05-16T23:03:00.000-07:00</published><updated>2005-05-16T18:54:43.833-07:00</updated><title type='text'>Plágio fundador</title><content type='html'>"de ilusão em ilusão&lt;br /&gt;até a desilusão&lt;br /&gt;         é um passo sem solução&lt;br /&gt;um abraço&lt;br /&gt;                           um abismo&lt;br /&gt;                          um&lt;br /&gt;                            soluço&lt;br /&gt;          adeus a tudo que é bom&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quem parece são não é&lt;br /&gt;          e os que não parecem são"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LUZ VERSUS LUZ, P. leminski: &lt;strong&gt;PLÁGIO&lt;/strong&gt; fundador do De Ilusão em Ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma revolução, depois de uma decepção, depois da esculhambação, chegou a hora da criação. Yeah, babe, minha vida dá sinal de ter se superado novamente: minha criatividade está voltando. Depois de uma tentativa frustrada de  fazer um fotolog, eu finalmente me convenci de que minha criatividade plástica é extremamente limitada. E agora aqui estou, um pouquinho mais maduro e muito mais chato, dando início a mais um projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tou nem um pouco afim de fazer um texto do tipo "Meu primeiro blog". Vou explicar o nome e depois começo a postar o que interessa. "De ilusão em ilusão até a desilusão" é uma frase que tem ecoado em mim depois das reviravoltas que minha vida deu recentemente.  Deixei de acreditar piamente nos meus sentimentos, nas minhas palavras, nas minhas idéias, nas minhas ações. Em toda verdade, mora uma mentira. Em todo amor, reside um ódio.  Mas nem por isso deixei de senti, de falar, de pensar e de agir. Vou "de ilusão em ilusão", um hedonista gozando cada mentira, cada verdade, cada amor, cada ódio. Ainda acredito num Sad (Sal) Paradise. Um dia ainda chego lá, onde ações, idéias, palavras e sentimentos ganharão novamente sentido. Lá, onde mora a desilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;triste paraíso&lt;br /&gt;anjo e demônio&lt;br /&gt;te persigo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12953953-111629488383067469?l=ilusaoilusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/feeds/111629488383067469/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12953953&amp;postID=111629488383067469&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111629488383067469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12953953/posts/default/111629488383067469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaoilusao.blogspot.com/2005/05/plgio-fundador.html' title='Plágio fundador'/><author><name>Vladimir Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13038046290914482823</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_geNQRCgrxOE/Si64BqvkbmI/AAAAAAAAAAM/snDQLy8lDEc/S220/Vlad.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
